Ameaçado de sanção, Molon controla a verba eleitoral do PSB no Rio

Ameaçado de sanção, Molon controla a verba eleitoral do PSB no Rio

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

05 de agosto de 2022 | 05h01

Ameaçado de perder recursos do fundo eleitoral, Alessandro Molon (PSB) é quem controla a verba do PSB no Rio – ele é o presidente do diretório local e, regimentalmente, será dele a responsabilidade de receber e dividir a verba entre os políticos da sigla no Estado, como o candidato ao governo, Marcelo Freixo. Dessa forma, a pressão de caciques do PSB para que ele deixe a disputa é vista com ceticismo por políticos do próprio partido, que além de duvidarem da sanção dizem não acreditar que Molon vá recuar. Ao ser confrontado pela cúpula da sigla sobre a insistência na candidatura, Molon disse que só deixaria a vaga ao Senado se o gesto ampliasse a aliança de Freixo no Rio, o que para ele não ocorre com André Ceciliano (PT).

Alessandro Molon. FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

TERREMOTO. Como retaliação, o PT do Rio ameaçou se inclinar para Rodrigo Neves (PDT). A campanha de Freixo só ganhou sobrevida após a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e um dos coordenadores da campanha de Lula, José Guimarães (PT-CE), defenderem o apoio ao candidato do PSB. O adiamento da decisão do PT nacional sobre o Rio foi orientado pelo próprio Lula.

LIGA. Mesmo que consiga ficar com o PT na chapa, Freixo não aglutinou a esquerda. O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, afirma que levará militantes petistas ao palanque do PDT no Estado em uma espécie de aliança informal.

RIVAIS. Aliados de Claudio Castro (PL) torcem para que o PT mantenha a aliança com Freixo. Avaliam ser pior disputar um eventual 2.º turno contra Rodrigo Neves, que recebeu o apoio do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).

PRONTO, FALEI! André Ceciliano, candidato ao Senado (PT-RJ)

“Acredito na política. Ainda temos 24 horas”, disse ontem à noite, a poucas horas da reunião da executiva do PT que selará o destino da aliança com o PSB no Rio.

CLICK. Leonardo Picciani, presidente do MDB-RJ

Aprovou moção de apoio a Lula no 1º turno, apesar de o partido ter indicado Washington Reis (à dir) para a vice do bolsonarista Claudio Castro (PL).

Sinais Particulares, por Kleber Sales. Marcelo Freixo, candidato ao governo do Rio (PSB)

 

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