Amazônia registra mais armas em 2018

Amazônia registra mais armas em 2018

Coluna do Estadão

16 de setembro de 2019 | 05h00

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Os Estados da região amazônica, de 2017 para 2018, registraram mais armas de fogo, em termos porcentuais, do que o restante do País, segundo levantamento feito pela Coluna com base em dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto AM, PA, RO, RR, MA, AC, MT e TO tiveram crescimento de 54,6%, nos demais Estados (mais o DF), o patamar foi de 39%, num claro indicativo da crescente tensão na região. Em números absolutos, é claro, o restante do País contabilizou uma quantidade maior: 147 mil contra 46 mil na Amazônia.

Metodologia. O anuário é feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e tem como fonte dados do Exército e da Polícia Federal.

Explicação. “Mais gente se armou na Amazônia, o que ajuda a compreender o cenário de violência e conflitos. Essa é uma das razões pelas quais a região Norte é a única que cresceu no número de mortes violentas”, disse Renato Sérgio de Lima, diretor do Fórum.

Cenário. O anuário mostrou que, enquanto o Norte teve aumento de 1% em mortes violentas, o restante do País apresentou uma redução de até 15%.

Sem consenso. Depois de três decretos de porte de arma mal sucedidos, o governo decidiu apoiar um projeto de lei relatado por Alexandre Leite (DEM-SP). O texto está pronto desde agosto, aguardando ser pautado.

A conta. Desde que iniciou a GLO da região Amazônica, as Forças Armadas já apreenderam 12 mil m³ de madeira ilegal, 13 caminhões e cinco embarcações que as transportavam. Lavraram 94 termos de infração (representando R$ 22 milhões em multas).

Stand… Em reunião com governadores da Amazônia, embaixadores europeus contaram que tinham um grande anúncio de recursos para fazer durante a Assembleia da ONU, mas que está suspenso, aguardando iniciativa do governo brasileiro de querer negociar.

… by. Os diplomatas disseram ainda que empresas privadas também haviam demonstrado interesse em ajudar também a região. Uma delas seria a Louis Vuitton, que estaria disposta a desembolsar 10 milhões de euros.

SINAIS PARTICULARES.

Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro (PSC)

Kleber Sales

Do hospital. Carlos Bolsonaro foi bater boca, mais uma vez, com o mundo militar. Em uma publicação do general Paulo Chagas que defendia a CPI da Lava Toga, questionou “que vírgula” ele mexeu para “mudar os rumos do País”. “Tem que aturar esses zés!”, disse.

Do quartel. Em resposta, Paulo Chagas, que apoia Bolsonaro mas também não poupa críticas, retrucou: “Nenhuma que estivesse ao alcance da sua compreensão”. À Coluna, disse que, como seu irmão Flávio é contrário à CPI, “pode-se supor” que Carlos também o seja. 

CLICK. Pedro Bial recebe hoje em seu programa Luiz Maklouf, autor de livro sobre os tempos de militar de Bolsonaro, e a advogada dele à época, Elizabeth Diniz.

COLUNA DO ESTADÃO

Aí, não… Na Operação Injusta Causa, deflagrada pela PF contra venda de sentenças no TRT em Salvador, um dos investigados foi flagrado picando documentos e os atirando, junto com o celular, pela janela.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Divulgação/Ascom do MPF-GO.

Ailton Benedito, procurador convidado para a equipe de Augusto Aras: “Há pessoas que descreem na política, mas, contraditoriamente, desejam, contraditoriamente, que a CPI da Lava Toga terá um resultado maravilhoso”.

COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU ELIANE CANTANHÊDE

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: