“Almoço não é regimental”, diz Lewandowski na tentativa de acelerar sessão

“Almoço não é regimental”, diz Lewandowski na tentativa de acelerar sessão

Em meio a inúmeros pedidos de palavra "pela ordem", Lewandowski ameaçou não conceder o intervalo para que todos almocem

Coluna do Estadão

26 de agosto de 2016 | 10h53

O plenário do Senado nesta sexta-feira, segundo dia de julgamento do impeachment

O plenário do Senado nesta sexta-feira, segundo dia de julgamento do impeachment

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, responsável por comandar o julgamento do impeachment da presidente da República afastada, Dilma Rousseff, apelou há pouco para o estômago dos senadores, na tentativa de dar celeridade à sessão desta sexta-feira, 26.

Em meio a inúmeros pedidos de palavra “pela ordem”, Lewandowski ameaçou não conceder o intervalo para que todos almocem. “O almoço não é regimental”, lembrou o presidente do STF.

A sessão até aqui, em pouco mais de uma hora, resumiu-se a discutir a validade do depoimento do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Carlos Costa D’Ávila Carvalho. Durante seu depoimento, na noite de quinta-feira, 25, , como testemunha de acusação, Carvalho admitiu que discutiu com o procurador do Ministério Público junto ao TCU Júlio Marcelo de Oliveira a elaboração do texto da representação contra Dilma. O documento serviu de base do pedido de impeachment que desencadeou o processo que deve terminar na próxima semana.

Neste início de sessão, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma, solicitou a retirada de duas das seis testemunhas de defesa: ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck e o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Lodi. Adversários de Dilma pretendiam pressionar Esther porque ela foi contratada para trabalhar no gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Os governitas não devem batalhar pela manutenção das testemunhas porque têm pressa para que o julgamento termine. O presidente da República interino, Michel Temer, depende da aprovação do impeachment para que seja efetivado no cargo e viaje à China, no início de setembro, já empossado. (Daniel Carvalho)

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