Aliados de Bolsonaro veem erro de generais

Aliados de Bolsonaro veem erro de generais

Coluna do Estadão

21 de julho de 2018 | 05h30

Pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Motta/Estadão

Especialistas em definir estratégias, os principais generais da reserva que atuam no jogo eleitoral estão sendo cobrados pelos apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A crítica é que um erro tático dos oficiais deixou o candidato “na mão” no momento em que mais precisava. Com a recusa do PR de indicar o vice, Bolsonaro buscou os generais Augusto Heleno ( PRP) e Hamilton Mourão (PRTB). Mas, em março, os dois não se filiaram ao PSL, desconsiderando que suas legendas barrariam uma aliança com a candidatura do ex-capitão.

Falha. O ingresso do general Heleno no PRP foi considerada a pior falha estratégica. Ele ignorou o fato de Anthony Garotinho, rival de Bolsonaro no Rio, ser a principal figura da legenda. Em respeito à hierarquia, o ex-capitão Bolsonaro não fará críticas publicas.

Vai tu mesma. Bolsonaro já fala agora em Janaina Paschoal (PSL) como vice. Os aliados dizem que a jurista vai ajudá-lo a enfrentar as acusações de machismo. A escolha, porém, é apenas pela falta de alianças.

Nem um pio. Nenhum interlocutor do presidente Temer vai recriminar publicamente a quase certa aliança do Centrão com Geraldo Alckmin. Quando o grupo se aproximou de Ciro Gomes, o governo ameaçou com a retirada de cargos.

Me ajuda… O tuíte em que Geraldo Alckmin nega que irá ressuscitar a contribuição sindical, postado ontem, foi discutido no grupo de WhatsApp do Centrão. A condição foi imposta por Paulinho da Força (SD), o único reticente com a aliança em torno do tucano.

… a te ajudar. Os aliados ponderaram que Alckmin precisa colaborar para manter a unidade do grupo. “Será que baixou o Ciro nele?”, brincou um participante.

O fator… Paulinho justifica que sua preocupação com a contribuição facultativa é para não perder espaço para a CUT. Diz que a entidade é a única que recebe dinheiro de organismos internacionais.

Azedou. O presidenciável tucano e Paulinho da Força tinham combinado de conversar mais hoje sobre o tema. Depois do tuíte, o deputado desligou o celular.

SINAIS PARTICULARES. Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência do PSDB; por Kleber Sales.

Fiado. O senador Roberto Requião (MDB) responde à ação no TRE-PR por ter usado R$ 128 mil do fundo partidário para quitar uma multa eleitoral, o que é proibido. A ação foi movida pelo PSDB.

Histórico. Em 2014, Requião foi penalizado por ter distorcido uma fala do senador Alvaro Dias, então tucano, no programa eleitoral.

Com a palavra. A assessoria de Requião afirmou que essa questão está sendo esclarecida com o diretório e que o senador apresentará sua resposta à Justiça.

CLICK. A convenção do PDT aprovou carta branca para Ciro Gomes e a Executiva decidirem sobre o vice e demais alianças. Até ontem, o partido não tinha fechado apoios.

Foto: Coluna do Estadão.

Tempos modernos. Os presidenciáveis Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) foram informados só ontem por dirigentes do Centrão que as tratativas com Alckmin já estavam praticamente fechadas. O comunicado foi feito por WhatsApp.

Famoso quem? O governador do Amazonas, Amazonino Mendes, foi impedido por seguranças de subir ao palco durante a convenção do PDT, ontem, enquanto o candidato Ciro Gomes discursava. Ele só foi liberado quando a organização percebeu o equívoco.

PRONTO, FALEI!

Presidente do PSC, Pastor Everaldo. Foto: Fabio Motta/Estadão

“Daqui a pouco a gente vai ter que colocar a mãozinha no ouvido e sussurrar ‘Sou candidato, viu?’”, DO PRESIDENTE DO PSC, PASTOR EVERALDO, sobre as restrições previstas na lei eleitoral.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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