Aliado de Bolsonaro fala em parcelar 13º salário

Aliado de Bolsonaro fala em parcelar 13º salário

Coluna do Estadão

03 Outubro 2018 | 05h30

Jair Bolsonaro Foto: Igor Estrela/Estadão

O vice do candidato Jair Bolsonaro, general Hamilton Mourão, continua dizendo que o 13.º salário é uma “jabuticaba” porque sua opinião encontra respaldo no núcleo da campanha. Na terça-feira, 2, insistiu que o benefício é um “custo” que o Brasil precisa reduzir. Um importante interlocutor de Bolsonaro explica, porém, que a ideia em discussão não é acabar com o salário extra, mas parcelar o pagamento ao longo dos 12 meses do ano. Um empregado que recebe R$ 1 mil, por exemplo, terá todo mês um acréscimo de R$ 84 no salário, referente ao 13.º. Até dezembro, todo o benefício estaria pago.

Tá liberado. A polêmica gerada em torno da declaração de Mourão sobre o 13.º salário não gerou prejuízos a Bolsonaro. As pesquisas eleitorais feitas depois de seus opositores explorarem o tema mostram que a intenção de voto nele subiu.

Linha ocupada. Geraldo Alckmin (PSDB) soube pelos jornais que a deputada Tereza Cristina (DEM), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, estava manifestando apoio do grupo a Bolsonaro. Líderes do Centrão ligaram antes para avisá-lo, mas não conseguiram contato com o tucano.

Lembra de mim? Tereza Cristina foi um dos nomes cotados para vice de Alckmin, mas também descobriu por terceiros que a escolhida havia sido a senadora Ana Amélia (PP). Depois do episódio, Alckmin nunca mais procurou a deputada, que comanda uma frente de 282 parlamentares.

SINAIS PARTICULARES: Tereza Cristina, deputada federal pelo DEM-MS; por Kleber Sales

Enturmado. O apoio a Bolsonaro no Congresso não se deve à bancada ruralista. Aliados do candidato estimam que a evangélica e a conhecida como “da bala” também devem apoiá-lo integralmente, o que garantirá a ele, caso eleito, uma robusta base parlamentar.

Toque de recolher. Michel Temer deu ordem a subordinados empolgados com a transição para que esperem o novo presidente ser eleito. Deixou claro que, até 31 de dezembro, quem manda é ele.

Cálculo. Dirigentes do Centrão já dizem torcer para a eleição acabar no 1.º turno. O que evitaria terem de se posicionar no cenário de hoje a favor de Bolsonaro ou Haddad.

Olha eu aqui! A campanha do presidenciável Ciro Gomes (PDT) vai estimular a #votenoterceiro. Ele tem 12% das intenções de voto, atrás de Bolsonaro e Haddad.

Plano de voo. O jato usado por Fernando Haddad para visitar Lula em Curitiba na segunda-feira já serviu ao ex-presidente em outras ocasiões. A Polícia Federal identificou deslocamentos do petista entre 2011 e 2015 bancados pela Odebrecht.

Paradinha. No Paraná, o jato com Haddad estacionou no hangar do empresário Joel Malucelli, dono do grupo J. Malucelli, suplente no Senado do presidenciável Alvaro Dias (Podemos). O empresário é amigo de Lula.

Pelos ares. O avião, um Gulfstream G200, foi comprado no fim do ano passado por uma empresa de táxi aéreo, que hoje o aluga para a campanha do petista. No total, Haddad já utilizou R$ 471 mil de seu fundo partidário com várias empresas de táxi aéreo. Só para a dona do jato foram R$ 45 mil. Procurada, a campanha disse: “Sem comentários.”

CLICK. Em campanha para o governo paulista, Rogério Chequer (Novo) nadou no Rio Tietê, em Barbosa, interior do Estado. Uma de suas bandeiras é o saneamento.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Te conheço? O delegado Rodrigo Morais, responsável pelas investigações do atentado a Bolsonaro, tem dito a colegas que nunca despachou com o governador, Fernando Pimentel (PT). O presidenciável questionou suposta proximidade do investigador com o petista. Morais trabalhou na Secretaria de Defesa Social, um cargo técnico.

É a economia. O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, almoça hoje com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Vão tratar da conjuntura econômica nacional e internacional.

#FICAADICA

Bruno Dantas, ministro do TCU Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Um dos problemas mais graves do Brasil é que, salvo honrosas exceções, as agências reguladoras precisam melhorar muito para serem consideradas ruins”, DO MINISTRO DO TCU BRUNO DANTAS.  

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA 

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