Alcolumbre vê ‘janela’ em pacto federativo

Alcolumbre vê ‘janela’ em pacto federativo

Coluna do Estadão

06 de março de 2019 | 05h00

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Ainda um tanto periférico nos debates sobre a reforma da Previdência, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer abraçar a agenda do pacto federativo. Até outro dia no baixo clero, ele vê na pauta uma janela para se projetar. O primeiro item será a cessão onerosa, assunto sobre o qual o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), tem demonstrado disposição para dialogar. O presidente do Senado já conversou com o ministro Paulo Guedes e o convidou para ir ao plenário destrinchar o tema. Recebeu sinal verde dele.

Fala que eu escuto. Após a reunião com Guedes, Alcolumbre quer discutir com governadores e prefeitos de capitais suas sugestões.

Aqui não. A ideia surgiu quando Bezerra anunciou em reunião a intenção do governo de debater o assunto. Líderes da Minoria e do MDB, Randolfe Rodrigues e Eduardo Braga, reagiram contra o que chamaram de “bypass” no Senado.

Submerso. Desde a disputa pela presidência do Senado, Renan Calheiros não usou as redes sociais. O último tuíte é do dia 1.º de fevereiro, quando disse que Alcolumbre conduzir a sessão da votação era uma “tentativa desesperada de golpe”.

SINAIS PARTICULARES

NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO

Rodrigo Pacheco, líder do DEM (MG) no Senado

CRÉDITO: KLEBER SALES

Aliado. Vinicius Poit (Novo) está caindo de vez nas graças dos bolsonaristas. Depois de o presidente replicar um vídeo seu apontando fake news na reforma da Previdência, foi a vez de Paulo Guedes distribuir para seus contatos o material.

E aí? Alexandre Frota tem perguntado nas redes a opinião de seus seguidores sobre a reforma da Previdência. Pretende votar conforme os tuítes. Para a “sorte” da equipe econômica, enquete dele no Instagram deu 78% favorável.

CLICK. O deputado João Campos (PSB) postou uma foto de homenagem no Carnaval de Olinda ao seu pai, Eduardo, ex-governador pernambucano, morto em 2014.

Quê? A Medida Provisória do imposto sindical, que foi publicada na véspera do Carnaval, surpreendeu o Ministério Público trabalhista.

Alerta. Procuradores críticos dizem que a MP viola tratados dos quais o Brasil é signatário na ONU e na OIT, e entidades poderiam acionar essas instituições.

Internacional. A medida provisória teria violado: liberdade sindical, autonomia coletiva e diálogo social.

Desenroscou. O alvará para a construção da casa no sítio Los Fubangos, de Lula, está para ser aprovado pela Prefeitura de São Bernardo. O terreno arrematado seis meses antes da morte da mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, tem mais de 20 mil m2, às margens da represa Billings.

Amigo. O projeto da construção da casa de 540 m2 é assinado pelo petista e engenheiro José Filippi Júnior. Ele foi prefeito de Diadema e tesoureiro do PT nas campanhas presidenciais de 2006 e 2010, citado em delações da Lava Jato.

Disputa. Ainda que a reeleição de Cauê Macris (PSDB) na Assembleia-SP esteja bem encaminhada, partidos que não fazem parte do “centrão” começam a abrir diálogo sobre a “necessidade de renovação”. Janaína Paschoal (PSL) e Daniel José (Novo), candidato como ela, estão conversando.

Prioridades. A candidata do PSL usou o Twitter para criticar a busca do partido por um programa de compliance com empresas, como revelou a Coluna anteontem. “Virou um produto. Quem quer apurar, apura”, escreveu a deputada.

PRONTO, FALEI!

ERNESTO RODRIGUES/ESTADAO

Juliano Medeiros, presidente do PSOL: “Marielle transformou-se num símbolo de resistência que transcende o PSOL e a própria esquerda”, sobre as homenagens no Carnaval à vereadora assassinada.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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