Alcolumbre ‘ignora’ Comissão Diretora

Alcolumbre ‘ignora’ Comissão Diretora

Coluna do Estadão

24 de dezembro de 2019 | 05h00

Davi Alcolumbre, presidente do Senado. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O primeiro ano de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no comando do Senado acabou e nenhuma reunião da Comissão Diretora da Casa foi realizada, motivo de grande mágoa entre quem apoiou o atual presidente na acirrada eleição contra Renan Calheiros em fevereiro. Sem as tais reuniões, diminui a “democracia interna” e cresce o poder monocrático do presidente, dizem senadores inconformados. Por meio delas, por exemplo, poderia ser impulsionado o debate em torno da CPI da Lava Toga e dos pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Drible. Alcolumbre poderia levar à Mesa Diretora ao menos a questão do impeachment, segundo os insatisfeitos. Porém, criou um “atalho”: pede para a advocacia da Casa emitir um parecer (que acaba sendo sempre contrário) e, com isso, dá a questão por encerrada.

Quase. Uma reunião chegou a ser marcada em julho, quando havia mais de cem itens na pauta. O Senado Federal é dirigido pela Comissão Diretora, composta pelo presidente, primeiro e segundo vice-presidentes e quatro secretários.

Vamos marcar. O presidente do Senado se mostrou muito habilidoso nas conversas, sempre individuais. Em muitas delas, Alcolumbre prometeu reunir grupos maiores, mas quase sempre acabou desmarcando em cima da hora.

Lados. Ainda no fim de 2018, os mais experientes já chamavam a atenção para um “choque geracional” no Senado. Alcolumbre começou o mandato ao lado dos “novos” e vai terminar alinhado com os “velhos”, observa um veterano.

CLICK. Em passagem por Gramado com o marido, Eduardo Bolsonaro, Heloísa tomou o chimarrão bolsonarista: o sogro com a faixa presidencial e Lula de presidiário.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Trocou. Marcel van Hattem (RS) deixa a liderança do Novo na Câmara dos Deputados. Paulo Ganime (RJ) será seu sucessor.

The… No recente café com jornalistas no Alvorada, Jair Bolsonaro disse que a relação entre o polêmico secretário de Cultura, Roberto Alvim, e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não começou boa, mas já melhorou.

…boss. Apesar de a secretaria estar sob o comando do Turismo, quem manda na Cultura é Alvim, afirmou o presidente. O ministro é apenas um “fiscal”.

Primeira-dama. Michelle Bolsonaro ganhará em 2020 um espaço no coração do governo: vai despachar no Palácio do Planalto. A mulher do presidente já havia recebido uma sala, reformada especialmente para ela, na Esplanada.

Juntos. Condenado pelo “mensalão mineiro”, o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo (MG) encontrou um ponto de convergência com Jair Bolsonaro e Lula: “O Ministério Público tem se excedido por vezes. Sou uma vítima clara desses destemperos!”.

Personagens… A Coluna passa a publicar a partir de hoje e até o próximo dia 3 uma pequena retrospectiva dos principais personagens da política neste ano sob o traço de Kleber Sales.

…de 2019. Na abertura, Paulo Guedes: o chefe da Economia lidou o ano inteiro com pedidos para abrir o cofre e, apesar da brava resistência, teve de liberar o pagamento das emendas para o comboio governista andar no Congresso.

SINAIS PARTICULARES 
Paulo Guedes, ministro da Economia

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

BOMBOU NAS REDES!

Janaina Paschoal. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Janaína Paschoal, deputada estadual (PSL-SP): “Muito boa a matéria do ‘Estado’ sobre a reforma da Previdência nos Estados. O ponto alto, salvo melhor juízo, está na sugestão de esquecer a PEC paralela.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU MATEUS VARGAS.

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: