Alckmin repete estratégia usada para eleger Crivella

Alckmin repete estratégia usada para eleger Crivella

Coluna do Estadão

08 Junho 2018 | 05h30

Foto: Rafael Arbex / ESTADAO

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto começou a adotar a mesma estratégia que ajudou a eleger Marcelo Crivella (PRB) à prefeitura do Rio em 2016. Filiados ao partido estão sendo treinados para defender e espalhar a posição do candidato tanto pelas redes sociais quanto em discussões com familiares, em mesa de bar, onde for possível levar a ideia do tucano. A primeira lição do curso é não ser agressivo na abordagem, ter jogo de cintura e combater ideias. É proibido transformar a disputa em um Fla-Flu e ofender o eleitor do outro.

Aulão. Nos primeiros “cursos”, militantes foram orientados a explicar que Alckmin não é acusado pela Lava Jato de receber propina. Ele é investigado pela Justiça Eleitoral de SP por suposto uso de caixa dois.

Lição de casa. No campo das ideias, os militantes estão sendo treinados para levantar debates. Como questionar se seria correto dar um fuzil para as pessoas se defenderem. Jair Bolsonaro já propôs o porte para produtores rurais.

Em pauta. O “centrinho” (PP-DEM-PR-PRB-PSC) começa a cogitar apoio ao presidenciável Ciro Gomes. A avaliação é de que o momento carece de “pragmatismo”.

De bom tamanho. O pouco tempo de TV que o PSL garante ao presidenciável Jair Bolsonaro na eleição presidencial não preocupa aliados do candidato. A avaliação é de que quanto menos ele falar, melhor.

UFC. A onda de troca-troca de candidatos chegou a Minas. Setores do PT defendem que Dilma Rousseff dispute o governo no lugar de Fernando Pimentel. O que daria a ela a chance de rivalizar com Antonio Anastasia (PSDB), que foi relator do impeachment.

Sem papas… Depois de dizer que o presidenciável Henrique Meirelles não tem votos, o ministro Carlos Marun o convidou para um longo café da manhã, ontem, no gabinete da Secretaria de Governo. No cardápio, eleições.

…na língua. Marun repete que é preciso unir o centro em torno de um nome que empolgue, caso contrário, haverá uma derrota. O encontro dos dois emedebistas não constou da agenda oficial.

My brother Charles. É a forma de tratamento usada por Meirelles nas suas conversas com Carlos Marun. O ministro se diverte.

Fechado. O presidenciável Flávio Rocha (PRB) contratou Daniel Braga. O publicitário atua com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e com o tucano João Doria.

João Doria, candidato ao governo de São Paulo; por Kleber Sales

Ligados. O governo está apreensivo com novas ameaças de greve dos caminhoneiros. Teme perder o controle da situação.

Pressão. Carlos Marun é radical ao criticar os Estados que não estão repassando a redução de R$ 0,46 no diesel: “É apropriação indébita”, diz, sobre os governadores que insistem em dar apenas R$ 0,41.

CLICK. O ministro Alexandre Baldy negociou pessoalmente com movimentos sem-teto a desocupação do Ministério das Cidades. Virou atração e fez até selfies.

FOTO: Rafael Luz, Ministério das Cidades

Estoque. O ex-presidente Lula não gravou da prisão vídeo para ser apresentado no lançamento de sua candidatura ao Planalto hoje, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Serão apresentadas gravações anteriores ao encarceramento.

Gol da virada. Uma ala do PT avalia fazer atos em defesa da liberdade do ex-presidente Lula em todos os jogos do Brasil na Copa do Mundo. A ideia é aproveitar o patriotismo dos brasileiros para reforçar a campanha pela soltura do petista, condenado a 12 anos e um mês por corrupção.

PRONTO, FALEI! 

Simone Tebet (MS), líder do MDB na Câmara

“Ou nós institucionalizamos o nosso discurso ou quem vai estar no nosso lugar pode ser muito bem alguém financiado por organizações criminosas”, DA LÍDER DO MDB NO SENADO, SIMONE TEBET (MS).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE

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