Alckmin muda tática e agora vai bater no PT

Alckmin muda tática e agora vai bater no PT

Coluna do Estadão

30 Agosto 2018 | 05h30

Geraldo Alckmin (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A campanha do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) quer intensificar os movimentos para atrair o eleitorado de Jair Bolsonaro (PSL) sem atacá-lo diretamente. A saída é vender a ideia de que votar em Bolsonaro pode ajudar a eleger o candidato do PT. Isso porque no segundo turno seriam “todos” contra Bolsonaro. A aposta é que o discurso do voto útil pode atrair os eleitores antipetistas do capitão reformado. A proposta de atacar o PT e não Bolsonaro é defendida na campanha tucana por aliados políticos e também por empresários.

Não pode com eles… Aliados de Alckmin pressionam a campanha do tucano a realçar na propaganda eleitoral de rádio e TV que ele, assim como Bolsonaro, também tem um perfil de gestor com autoridade para tomar decisões firmes.

Nicho detectado. Com 5% na pesquisa Estadão/Ibope, no cenário sem Lula, Alckmin tem recebido conselhos de deputados federais que, em campanha pela reeleição, conversam diariamente com o eleitor e pedem por mudanças nas políticas públicas.

Meu voto. O ex-presidente Lula requereu à superintendência da PF em Curitiba o direito de votar para presidente nas eleições. Com isso, ele aguarda que seja instalada urna eletrônica na unidade.

Nunca antes… O pedido de Lula já foi encaminhado pela PF à juíza da Vara de Execuções Penais, que deve consultar o TSE. Se for aceito, será a primeira vez na história. Como nas superintendências deveriam ficar apenas presos provisórios, não há local de votação.

Quer mudar? O ideal, dizem policiais, é que Lula, por ser preso condenado, seja levado para um presídio, onde poderá votar.

E o Aécio? A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ontem que o ministro Luís Roberto Barroso publique logo o acórdão do julgamento no qual o STF aceitou a denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na gaveta. A formalidade é necessária para que a PGR possa iniciar a instrução penal, ou seja, as investigações de fato. Ela destaca que já se passaram quatro meses do julgamento. Aécio é candidato à Câmara dos Deputados.

Vai e vem. O Denatran suspendeu, ontem, a Portaria 183, que regulamenta a digitalização da carteira de motorista. Promete editar até quarta uma mais ampla.

Eu? A Valid, indústria gráfica de CNH, nega que tenha procurado Romero Jucá, para pedir a suspensão da norma e manter o monopólio.

Homem de família. Candidato ao Senado em Alagoas, Maurício Quintella Lessa (PR) escolheu Luiz Romero Farias para 1.º suplente. Ele é irmão de PC Farias, ex-tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor.

CLICK. Manuela d’Ávila entrou na brincadeira da Ursal e em seu aniversário ganhou bolo inspirado na ‘entidade’, que virou piada nas redes após Cabo Daciolo citá-la em debate.

Manuela d’Ávila. Reprodução Instagram

OS PRESIDENCIÁVEIS

SINAIS PARTICULARES. Alvaro Dias, candidato do Podemos; por Kleber Sales.

Tá quase. A Procuradoria da República no DF finaliza detalhes de nova denúncia nas Operações Sépsis e Cui Bono? Vai mirar operações de quatro empresas já investigadas nas vice-presidências da Caixa que eram comandadas por Geddel Vieira Lima e Fábio Cleto.

Fantasma. O senador Jader Barbalho (MDB-PA) votou em 4 e faltou a 54 sessões do Senado neste ano. Candidato à reeleição, ele gravou vídeo rebatendo críticas. “Senador que comparece todos os dias, mas não vai aos ministérios negociar recursos para obras, não tem influência.”

PRONTO, FALEI!

Presidenciável Marina Silva (Rede) Foto: Fabio Motta/Estadão

“Não desejo a ele o que aconteceu comigo em 2014 porque minha religião não permite rogar praga”, DA CANDIDATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, MARINA SILVA (REDE), citando Bolsonaro, que deve ser o principal alvo da eleição na TV.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU BRENO PIRES.

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