‘Agora vou ser preso’, brinca autor de vídeo de humor que incomodou políticos em Brasília

‘Agora vou ser preso’, brinca autor de vídeo de humor que incomodou políticos em Brasília

Marianna Holanda

20 de março de 2019 | 08h00

Reprodução Facebook

O autor do vídeo humorístico que circulou nos círculos políticos, com críticas duras ao Congresso e ao STF, disse à Coluna que, apesar de ter chegado agora em Brasília, é de 2016 e foi postado originalmente no YouTube. O publicitário Eugênio Mohallen diz que não foi ele quem jogou o vídeo no WhatsApp, mas disse que o timming é oportuno.

“Agora vou ser preso pelo Gilmar ou pelo Toffoli”, brincou, em alusão ao inquérito instaurado na semana passada pelo presidente da Corte para investigar difamações contra os ministros. “Eu sei da minha insignificância, não vão me prender. A história pra fazer humor é um pouco exagerada, mas a história do Brasil também é um pouco exagerada né? É sabido que a instituições são permeadas pela corrupção”, completou.

A história é de um homem que tenta comprar um seguro contra vendaval e acaba “comprando” um deputado, um ministro da Suprema Corte e um jornal de grande circulação. A vendedora do vídeo conta que ele estaria mais protegido assim e poderia até ganhar a apólice sem ter um vendaval.

Segundo contou Mohallen, a produção bombou quando foi publicada e, uma das pessoas que ajudou na divulgação, foi a hoje líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann.

incomodou nos círculos políticos de Brasília. A gravação foi parar no WhatsApp de presidentes da Câmara e do STF, Rodrigo Maia e Dias Toffoli. “Teve uma época que circulou bastante. Quem espalhou muito esse vídeo na época foi a Joice (Hasselmann), inclusive. Fiquei até bravo com ela, porque ela cortou o crédito”, contou.

O vídeo que circula hoje em Brasília tem o nome de Mohallan no canto da tela, mas a vinheta do canal do YouTube foi cortado.

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