Afastamento de Dallagnol da Lava Jato deve ser julgado no CNMP em agosto

Afastamento de Dallagnol da Lava Jato deve ser julgado no CNMP em agosto

Marianna Holanda

26 de julho de 2020 | 07h00

Deltan Dallagnol. FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

O processo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que pede afastamento do procurador Deltan Dallagnol da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba deve ser analisado pelo plenário na próxima reunião, em 18 de agosto.

Na data, o relator do caso, Luiz Fernando Bandeira, deve levar o seu voto para o plenário. Como a Coluna noticiou, ele assumiu o processo recentemente, após o término do mandato do conselheiro Valter Shuenquener de Araújo.

Em seu despacho à frente do processo, Bandeira pôs o pé no acelerador: deu 10 dias (ou seja, até dia 2 de agosto) para se manifestarem, caso queiram, o procurador-geral, Augusto Aras, o corregedor, Rinaldo Reis Lima, o próprio réu.

O documento dá ainda a possibilidade de o conselheiro Otávio Luiz Rodrigues Jr  também se manifestar no mesmo prazo. Ele é relator de denúncia da OAB contra Dallagnol,sobre suposta cooperação com autoridades de polícia judiciária estrangeira, no caso, FBI, sem utilização dos canais legais competentes.

O caso, protocolado no ano passado pela senadora Kátia Abreu (PP-TO), volta a andar no momento de maior tensão entre Aras e as forças-tarefas, em especial a de Curitiba. Uma polêmica decisão recente do presidente do STF, Dias Toffoli, a pedido do procurador-geral, determinou o compartilhamento total de informações das forças-tarefas com a PGR. Ou seja: neste caso específico do CNMP, Aras poderá, se encontrar irregularidades, acrescentá-las ao processo.

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