Acrônimo apura propina de R$ 3 milhões para campanha de Pimentel

Coluna do Estadão

23 de setembro de 2016 | 14h35

Fernando Pimentel. Foto: Dida Sampaio/ESTADÃO.

Fernando Pimentel. Foto: Dida Sampaio/ESTADÃO.

 

A nova fase da Operação Acrônimo, deflagrada nesta sexta-feira, 23, visa aprofundar investigações sobre suposto pagamento de propina de R$ 3 milhões ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), pela OAS. As informações sobre o esquema foram reveladas pelo empresário Benedito Rodrigues Oliveira, o Bené, apontado como operador do petista em casos de corrupção, em delação premiada.

Bené contou que a OAS doou o valor para a campanha do governador em 2014, em troca de ajuda para obter contrato para a construção de um gasoduto no Uruguai. Pimentel teria usado sua influência no governo de Pepe Mujica para que a empreiteira conseguisse tocar a obra. O dinheiro teria sido pago em parcelas a um aliado do petista em BH.

A OAS foi alvo de buscas da PF nesta sexta, em Brasília. Procurado, o advogado de Pimentel , Eugênio Pacceli, não atendeu a telefonema da Coluna.

“Essa operação já se esgotou. O que resta é o gosto pelos holofotes e a busca desesperada de provas que não existem. E de fatos que as autoridades tiveram notícia desde o ano de 2014. Não existe nem nova e nem fase na Acrônimo. O único fato verdadeiro é que a operação agoniza lentamente, diante das inúmeras ilegalidades e abusos praticados desde o seu início.” (Fábio Fabrini e Andreza Matais)

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