Acordo de leniência da Andrade será assinado este ano

Acordo de leniência da Andrade será assinado este ano

Coluna do Estadão

15 de dezembro de 2018 | 05h00

Ministra-chefe da AGU, Grace Mendonça

A Advocacia-Geral da União (AGU) assina na próxima semana novo acordo de leniência com empreiteira alvo da Operação Lava Jato. A Coluna apurou que se trata da Andrade Gutierrez e que a ministra Grace Mendonça vai passar o fim de semana analisando a conclusão do processo. O grupo já firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal, o que o obriga a admitir irregularidades, colaborar com a investigação e reparar financeiramente o dano que causou ao País. Procurada, a AGU diz que não comenta o assunto que está sob sigilo.

No pacote. O acordo é importante para a Andrade Gutierrez se blindar de sanções no TCU. A Corte de Contas considera que a empreiteira não colabora com as investigações e, apesar da leniência, o órgão já sancionou o grupo.

Cofrinho. Até agora, a AGU já fechou acordo de leniência com Odebrecht, SBM Offshore, UTC, MullenLowe e FCB Brasil e Bilfinger, o que resultou em ressarcimento de R$ 4,57 bilhões aos cofres públicos.

Dança das cadeiras. O conselheiro da Anatel Otavio Rodrigues vai pedir exoneração do cargo para o qual tem mandato até novembro de 2020. A carta já está redigida e uma cópia foi recebida pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Quem sai. Otavio costuma ser um voto divergente na Anatel. Ele tem sido contra Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), que trocam multas aplicadas às operadoras por investimentos.

Porta giratória. Para o lugar de Otavio, o presidente do Senado indicou o advogado cearense Vicente Aquino. O nome dele já está no Planalto para ser enviado ao Congresso. O ministro Alexandre Baldy tentou emplacar na vaga na Anatel Rodrigo Sérgio Dias. Ele foi indicado para a Anvisa em setembro, mas acusações paralisaram a sabatina no Senado. Dias é sobrinho do ministro Alexandre Baldy.

Com a palavra. O presidente do Senado nega patrocinar Dias. Ele diz ter indicado para a Anatel o advogado cearense Vicente Aquino.

Há vaga. A deputada Tia Eron (PRB-BA) pode assumir a Secretaria da Mulher, sob o comando de Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. As duas são da bancada evangélica.

SINAIS PARTICULARES — A SÉRIE

OS NOVOS MINISTROS

Gustavo Bebianno, Secretaria Geral da Presidência; por Kleber Sales

Ghost-writer. O texto da extradição de Cesare Battisti foi redigido pelo subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha.

Diz aí. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, procurou o presidente da Comissão de Ética Pública, Luiz Navarro, para saber
os trâmites da quarentena que será obrigado a cumprir. Ele tem se queixado com interlocutores de que seis meses é muito tempo.

Coisa do PT. Até 2013, a quarentena para servidores públicos era de quatro meses. A mudança veio no governo Dilma Rousseff, que estendeu o prazo para seis meses. Nesse período, os servidores recebem sem trabalhar. Não há estudos para voltar ao prazo menor.

CLICK. Em campanha pela presidência da Câmara, Fabio Ramalho (MDB) participou do jantar de homenagem ao presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio, onde conversou com a ministra Ana Arraes, vice-presidente da Corte de Contas, e a irmã de Romero Jucá, Helga Ferraz. Ontem, ele pediu o apoio do governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Foto: Andreza Matais

 

Amigos, amigos… Aliado de Jair Bolsonaro, Alberto Fraga (DEM-DF) se recusou a participar da reunião do partido com o presidente eleito. Quis que sua ausência fosse sentida como forma de recado por ter sido preterido na montagem do governo.

De bicicleta. A MP que abriu 100% o capital estrangeiro para as aéreas foi considerada no governo o gol mais importante que Temer marcou. Seus auxiliares dizem que ela é mais relevante do que o teto de gastos e a lei das estatais.

BOMBOU NAS REDES! 

Joice Hasselmann (PSL-SP)

“Não precisa ter medo, deputado. Eu até poderia vencê-lo no braço, mas será no discurso”, da deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP), sobre Jean Wyllys ter pedido para que seu segurança ficasse por perto ao se aproximar de deputados eleitos do PSL.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU ANNE WARTH

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