Acordão do centro pode sair só durante o pleito

Acordão do centro pode sair só durante o pleito

Coluna do Estadão

13 Junho 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES: Henrique Meirelles, presidenciável do MDB; por Kleber Sales

As conversas em torno de uma candidatura única de centro podem entrar no primeiro turno da eleição. O presidenciável Henrique Meirelles (MDB) disse à Coluna que, se não houver consenso antes do início do pleito, as tratativas ocorrerão já no decorrer da campanha caso se enxergue risco de esse campo ficar fora do segundo turno. Os candidatos do centro menos competitivos renunciariam para apoiar o que tiver maior chance. Há concordância de que está em disputa apenas uma das vagas para o 2.º turno. A outra será ocupada pelo nome de Lula.

Test-drive. O acordão nesta fase de pré-campanha é considerado muito difícil diante da resistência dos nove candidatos do centro de abrir mão da disputa.

Rende assunto. Representantes do mercado financeiro ainda cobram de congressistas explicações sobre a defesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de zerar o PIS/Cofins do diesel.

De mentirinha. Há preocupação de que, embalado pelo ano eleitoral, Maia coloque na pauta medidas que comprometam as contas públicas. Os deputados justificaram que, naquele momento, era necessário anunciar qualquer coisa e que, sabia-se, o Senado vetaria depois.

Lista fechada. Como calmante para o mercado, os porta-vozes de Rodrigo Maia informaram ao setor que a agenda do ano inclui cessão onerosa, fundo soberano, cadastro positivo, a lei geral do turismo e o marco regulatório para transporte de cargas.

Avançando. O diálogo entre os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PT, Gleisi Hoffmann, avançou. A expectativa é de que, até o início de julho, os socialistas pró-Lula sejam maioria no partido.

Morno. O desempenho pífio do presidenciável Geraldo Alckmin nas pesquisas não afeta as candidaturas de tucanos nos Estados. Um deles resume: não atrapalha, mas não ajuda.

Livre estou. A Comissão de Ética Pública liberou a ex-secretária executiva do MEC Maria Helena Guimarães de quarentena.

Não mesmo. Michel Temer não vai participar da abertura da Copa na Rússia.

Procura-se. A Central de Mandados de Belo Horizonte tenta intimar o governador Fernando Pimentel desde o dia 7 de junho. Sua secretária diz que ele está sempre no interior.

Prejuízo. Com a manobra, o governador conseguiu adiar os depoimentos de 34 testemunhas na ação penal em que é réu, que começariam ontem. Cinco pessoas ouvidas no gabinete do ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no STJ, terça, 12, vão ter de depor novamente.

O caso. Pimentel é acusado de receber R$ 15 milhões de propina da Odebrecht. Procurado, ele não comenta.

CLICK. Líder do PT no Senado, Lindbergh Farias quebrou uma cadeira do plenário ao se sentar e uma mola pulou. Senadores brincam ser reação a quem amola adversários.

FOTO: Coluna do Estadão

Mistura. O presidente do TSE, Luiz Fux, participa do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, na sexta-feira.

Curitiba. O evento é presidido pelo advogado eleitoral Luiz Fernando Pereira, que foi contratado pela defesa de Lula para elaborar parecer em prol da candidatura do petista.

Tô lá. Um dos painéis vai discutir justamente se Lula pode ser candidato. A assessoria de Fux disse que ele vai encerrar o evento e não soube informar de qual painel ele vai participar.

PRONTO, FALEI! 

“O processo penal tem que ser formal e hierárquico, senão cria-se uma Justiça que só beneficia quem pode pagar bons advogados”, DO DEPUTADO DANILO FORTE (PSDB-CE), sobre a votação do novo Código de Processo Penal hoje na Comissão Especial da Câmara.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE

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