Abin passou cinco meses dentro do Inep antes da crise às vésperas do Enem 2021

Abin passou cinco meses dentro do Inep antes da crise às vésperas do Enem 2021

Camila Turtelli e Matheus Lara

04 de fevereiro de 2022 | 05h00

Sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em Brasília. Foto: Divulgação/Abin

Documentos enviados pelo Ministério da Justiça à Câmara há alguns dias revelam que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) passou cinco meses inspecionando o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A inspeção aconteceu antes da crise que levou a 37 pedidos de exoneração às vésperas da prova do Enem no ano passado, com denúncias de assédio moral e ingerência do presidente do órgão. A informação sobre a presença da Abin no Inep consta na resposta do Executivo a um ofício do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) no âmbito de denúncias feitas por servidores, segundo as quais um policial federal teria acessado o local de conferência das provas.

ESTRATÉGICO. Segundo servidores do Inep, a Abin fez oficinas e checou o sistema de segurança para sugerir melhorias. A inspeção fez parte do Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC). O órgão de inteligência disse à Coluna que a intenção seria a prevenção de ataques e vazamentos de informações, visando a proteção das instituições nacionais.

RELATÓRIO. A resposta enviada ao deputado Alessandro Molon diz ainda que a Abin produziu “um longo e completo relatório sobre a segurança dos ambientes e dos processos relacionado à produção de provas, como o Enem”.

COFRE. As questões do Enem são elaboradas e guardadas na chamada “sala segura” do Inep, onde só pessoas autorizadas podem entrar, depois de inspecionadas. Nada disso, porém, impediu que aparecessem denúncias de que pessoas não autorizadas, ligadas ao governo, também teriam estado na sala e tiveram acesso à prova.

CLICK. Sérgio Moro, presidenciável do Podemos

Ex-juiz (esq.) esteve com o deputado Junior Bozzella (PSL), em Bebedouro (SP), onde participaram de eventos com lideranças do interior paulista.

MAMATA. O deputado federal Denis Bezerra (PSB-CE) quer derrubar a barrar a compra de passagem aérea na classe executiva para ministros de Estado, servidores ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança. Ele apresentou um projeto para derrubar a norma do governo federal que autoriza a mordomia.

DE PRIMEIRA. No início do ano, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto liberando voos na classe executiva para ministros do governo federal em viagens a trabalho quando a duração do voo internacional for superior a sete horas.

FICO. O deputado Alexis Fonteyne (SP) desistiu de trocar de partido e ficará no Novo para concorrer à reeleição. “O trabalho da direção da sigla focado nos valores fundamentais da legenda surtiram efeitos e temos novamente aquele partido que participei da formação”, disse.

CHEGANDO. O economista e influenciador digital Léo Siqueira, fundador do Terraço Econômico, será candidato partido Novo em São Paulo. A tendência é que ele busque uma vaga na Câmara dos Deputados.

OUVINTE. Bolsonaro sinalizou a sua base que se mantém firme no propósito de questionar a ciência, saudando um podcaster que tem sido alvo de críticas por promover desinformação sobre a covid-19.

BOLHA. O presidente alega defender a liberdade de expressão, mas deixa evidente que isso só vale para quem pensa como ele. Que o digam os ataques à imprensa profissional…

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Jair Bolsonaro, presidente da República

PRONTO, FALEI! Renan Calheiros, senador (MDB-AL)

“Em um inquérito a PF diz que Bolsonaro vazou sigilos (crime). Em outro reconhece o crime de prevaricação (Covaxin), mas o isenta de agir. A CPI indiciou Bolsonaro por 9 crimes (comuns e responsabilidade). Um passeio pelo código penal. O Brasil espera que instituições não prevariquem.”

COLABOROU RENATA CAFARDO. 

ALBERTO BOMBIG ESTÁ DE FÉRIAS E RETORNA À ‘COLUNA DO ESTADÃO’ NO DIA 16 DE FEVEREIRO

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