A senadores, China faz oferta de nova vacina

A senadores, China faz oferta de nova vacina

Coluna do Estadão

04 de fevereiro de 2021 | 05h00

O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming. Foto: Adriano Machado/Reuters

Em reunião virtual com uma dezena de senadores, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, colocou mais uma opção no tabuleiro das vacinas: a da Sinopharm. Aos parlamentares, o diplomata defendeu o imunizante e “fez um apelo”, segundo relatos, para que os senadores o ajudassem a intermediar conversas com autoridades sanitárias brasileiras. Ainda um pouco fora do radar no País, o imunizante já é aplicado na população da China. Segundo o que o embaixador disse aos presentes, a vacina poderia ser produzida no Brasil pelo Butantan.

Irmãs. O imunizante tem tecnologia semelhante à da Coronavac. A Sinopharm pode ter sua autorização de uso emergencial rapidamente aprovada pela Anvisa porque ela já foi admitida pela agência chinesa.

Seguimento. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) pretende procurar a Anvisa na próxima semana.

Touché! De Randolfe Rodrigues (Rede-AP): “O Senado, mais uma vez, fez a diplomacia que o Itamaraty não conseguiu”.

Round. Amanhã será a vez de os governadores se reunirem com Wanming. Até ontem não havia previsão da chegada de insumos chineses para produção da AstraZeneca, grande aposta do governo federal.

Lugar… Eduardo Pazuello participou de reunião fechada sobre as parcerias para que laboratórios públicos recebam tecnologia dos privados. Representantes das maiores empresas farmacêuticas do País disseram estar “chocados” com o despreparo do ministro da Saúde sobre o tema.

…de fala. Sobraram palavrões de Pazuello e piadas sobre o mundo militar. Faltou solução. No fim, a reunião serviu para marcar uma nova reunião.

Sai de baixo. Rodrigo Maia (DEM-RJ) deixará a residência oficial da Câmara e se mudará com a família para um dos apartamentos funcionais do Legislativo. Terá como vizinho de cima o ex-aliado, agora vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PL-AM).

Cheguei. Arthur Lira (PP-AL) ocupará a casa deixada por Maia assim que possível.

SINAIS PARTICULARES.
Rodrigo Maia, deputado federal (DEM-RJ)

Ilustração: Kleber Sales

CLICK. Secretário de João Doria, Alexandre Baldy (à dir.) prestigiou a festa em comemoração à vitória de Arthur Lira, seu correligionário e amigo.

Reprodução/Instagram

Ela não. A indicação da bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) para comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Câmara, foi reprovada por ministros de diferentes alas do Supremo.

Vício de origem. Afinal, a noção de Justiça da deputada é bem seletiva: Bia Kicis é daquela turma que ataca o Poder Judiciário quando ele contraria os interesses do clã Bolsonaro, mas fica quieta quando ele beneficia Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, por exemplo.

Sem novidades. Os ministros, reservadamente, porém, disseram que já esperavam um gesto provocativo desse calibre da gestão de Arthur Lira (PP-AL). Interlocutores da Corte no Parlamento fizeram chegar o descontentamento do Supremo aos ouvidos de Lira.

Nem a pau. Junior Bozzella (SP), um dos principais nomes da ala contrária a Jair Bolsonaro do PSL, afirmou à Coluna que o grupo atuará para evitar que Bia Kicis assuma o cargo na CCJ da Câmara.

PRONTO, FALEI! 

Juliano Medeiros, presidente do PSOL: “Enterrada (Lava Jato) pelo PGR indicado por Bolsonaro. O mesmo Bolsonaro apoiado pelos promotores da Lava Jato contra Fernando Haddad em 2018.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM MATEUS VARGAS E RAFAEL MORAES MOURA.

 

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