A ‘incógnita Mourão’ nos bastidores do Poder

A ‘incógnita Mourão’ nos bastidores do Poder

Coluna do Estadão

02 de maio de 2020 | 05h00

Vice-presidente, general Hamilton Mourão. FOTO: ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO

A despeito de um eventual afastamento de Jair Bolsonaro ainda estar fora do radar do Congresso, nas conversas reservadas em Brasília o “brainstorm” da vez é imaginar como seria um eventual governo de Hamilton Mourão, o vice-presidente. De dirigentes partidários a representantes de instituições e analistas, passando por parlamentares, todos dizem não saber ao certo o perfil político do general. Na campanha eleitoral, ele foi polêmico e parecia, por vezes, mais radical do que Bolsonaro. No governo e na crise, porém, tem sido voz de moderação.

Dúvida. Há preocupação no mundo político quanto a um eventual superpoder dos militares caso Mourão venha a assumir o Planalto. Porém, muitos reconhecem que, neste momento, os representantes das Forças têm se portado de maneira firme na defesa da Constituição e da democracia.

Eu, não. As Forças Armadas e seus integrantes sempre reforçam que não há militares da ativa no governo e que é uma instituição de Estado e não de governo.

SINAIS PARTICULARES.
Hamilton Mourão, vice-presidente da República

Kleber Sales

Tic-tac. A tesoureira do Aliança Pelo Brasil, Karina Kufa, informou aos deputados do partido que a legenda deve finalmente sair do papel em dezembro. Já contando com o atraso por conta da pandemia da covid-19.

Eita. Dirigentes partidários viram com preocupação a avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, futuro presidente do TSE, de que há risco real de adiamento das eleições municipais deste ano, previstas para outubro.

Depois já era. Eles defendem que o pleito tem de acontecer ainda em 2020. Isso porque há grandes questionamentos jurídicos e práticos sobre a extensão dos mandatos, caso o ano vire sem que os novos prefeitos tenham sido escolhidos.

Esquece. É praticamente consenso entre políticos e também juristas que a possibilidade de estender os atuais mandatos dos prefeitos até 2020 está descartada. A hipótese mais plausível até agora é de adiamento das eleições para novembro ou mesmo dezembro.

Agora… Diante do acordo entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre o projeto de auxílio aos Estados, os governadores do Nordeste chegaram a cogitar soltar uma nota em repúdio ao texto, mas não houve consenso.

… já era. A estratégia neste momento é a redução de danos: alguns governadores ainda sonham em derrubar o projeto no plenário do Senado, outros já dão como certo sua aprovação. O texto deve ser votado hoje.

CLICK. O ex-ministro do Planejamento e da CGU, Valdir Simão, lançou o “Manual de Sobrevivência do Administrador Público”, sobre boas práticas na gestão pública.

Coluna do Estadao

Maldade. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o governo identificou gente cobrando por um lugar na gigantesca fila da Caixa: R$ 50.

Lá fora. O jornal norte-americano The New York Times ressaltou em reportagem que Bolsonaro tem sido descuidado na condução da resposta à covid-19 e que a pandemia tem deixado o presidente “vulnerável”. O já famoso “e daí?” foi citado na reportagem.

Até quando? NYT diz ainda que Bolsonaro está, cada vez mais, dependente dos militares e questiona até onde eles suportarão os “tumultos” de seu governo.

PRONTO, FALEI!

Estefania Uchaa / CMADS

Monique Checker, procuradora da República: “Primeira vez que vejo um membro do MP atacar o denunciante antes de apurar os fatos narrados. Vergonhoso”, sobre inquérito da PGR contra Sérgio Moro.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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