Teori também rejeita busca e apreensão em endereços de ex-assessores de Renan

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Andreza Matais

15 de junho de 2016 | 05h02

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de busca e apreensão em endereços de Vandenbergue dos Santos Sobreira Machado e Bruno Mendes. Os dois são ex-assessores do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo a PGR, eles participaram de conversas gravadas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, no qual Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá discutiram como minar a Operação Lava Jato.

A decisão está no mesmo despacho em que Zavascki também rejeitou busca e apreensão nos endereços dos peemedebistas. A existência desses pedidos contra Renan, Jucá e Sarney foram reveladas pela Coluna do Estadão.

No despacho, o ministro justificou sua negativa: “Apesar do esforço do Ministério Público em tentar extrair do conteúdo das conversas gravadas pelo próprio colaborador fundamentos para embasar a cautelar requerida, as evidências apresentadas não são suficientemente precisas para legitimar a medida excepcional. O Ministério Público não apontou a realização de diligências complementares, tendentes a demonstrar elementos mínimos de autoria e materialidade, a fim de justificar a medida de cunho restritivo, fundamentando o seu pedido exclusivamente no conteúdo das conversas gravadas pelo colaborador e em seu próprio depoimento.”

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