Militares também querem comando da Infraero

Militares também querem comando da Infraero

Coluna do Estadão

13 Dezembro 2018 | 05h00

Brigadeiro Hélio Paes de Barros Junior. FOTO: Roque de Sá/Agência Senado

Militares articulam para colocar o brigadeiro Hélio Paes de Barros Junior na presidência da Infraero. A movimentação não é bem recebida pela equipe do futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para quem a presença de um militar no comando da empresa pode atrapalhar o processo de privatização, uma determinação do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O brigadeiro é diretor da Agência Nacional de Aviação Civil e tem mandato até 2021. O atual presidente, Antonio Claret, foi indicado pelo chefe do PR, Valdemar Costa Neto.

Tudo dominado. Dos 22 ministros do futuro governo Bolsonaro, sete têm formação militar. Incluindo o general Santos Cruz, escalado para fazer a interlocução política com o Congresso.

Vai… Em reunião com a bancada do PSD, anteontem, Bolsonaro contou ter recebido de auditores voluntários relatório que aponta que 70% do déficit do INSS pode ser resolvido combatendo fraudes no sistema.

…e vem. Cinco deputados do PSD relataram à Coluna que, diante disso, o presidente eleito voltou a minimizar o problema. E aproveitou para cutucar o PT, a quem acusa de ter causado o déficit ao lotear cargos na área.

Faxina. Futuro superministro da Economia, Paulo Guedes autorizou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a fazer um pente-fino nos contratos do banco, mesmo que isso acarrete pressão de políticos.

SINAIS PARTICULARES: Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; por Kleber Sales

Vida nova. Um ministro do Supremo antevê problemas para Sérgio Moro diante da polêmica envolvendo movimentações atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que repassou cheque para a futura primeira-dama Michele Bolsonaro.

Sem mira. Observa que Moro aceitou a vaga com a condição de que ministros denunciados serão exonerados. Mas não recebeu aval para “demitir” o filho e a mulher do presidente.

Siga o dinheiro. Uma das suspeitas dos investigadores é que servidores repassavam parte do dinheiro para o senador eleito. Um delegado da PF diz que não é crime fazer doação. Mas que o rumo da história vai depender das circunstâncias.

Muda mais. Em mensagem de despedida à bancada do MDB na Câmara, o deputado federal João Arruda (PR) fez um alerta. “Nosso partido vai viver momentos difíceis e precisamos urgentemente pensar em alternativas para melhorar a imagem da legenda.”

Lado B. A aliados, Arruda, que não se reelegeu, justificou a previsão. Disse acreditar que correligionários serão presos em 2019.

He’s back. Carlos Bolsonaro passa a semana em Brasília. Está de volta à equipe de transição.

CLICK. Presidente da Assembleia de São Paulo, Cauê Macris, já começou a distribuir convites para a posse de João Doria e Rodrigo Garcia como governador e vice.

FOTO: Reprodução

Sem freio. Bolsonaro está com ideia fixa de ir ao Fórum Mundial de Davos, em janeiro. Para isso, teria de adiar a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. A família é contra. Hoje, ele passará por exames no Einstein, em São Paulo.

Só subindo. Mais dois deputados derrotados nas urnas vão ser acomodados no governo Bolsonaro. Valdir Colatto (MDB-SC) vai assumir cargo no Ministério da Agricultura e Darcísio Perondi (MDB-RS) na Saúde. Na Casa Civil, Onyx Lorenzoni acomodou seis nomes.

PRONTO, FALEI! 

Deputado delegado Waldir (PSL-GO)

“Quem quiser vaguinha, quem quiser trem da alegria, faça concurso na Casa”, DO DEPUTADO DELEGADO WALDIR (PSL-GO), sobre manobra na Câmara para promover agentes de polícia de nível médio para superior.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao