Receita apura repatriação de US$ 20 milhões de Yunes

Receita apura repatriação de US$ 20 milhões de Yunes

Coluna do Estadão

18 de outubro de 2018 | 05h30

José Yunes, advogado e amigo do presidente Temer

A Receita Federal investiga a origem de US$ 20 milhões repatriados pelo advogado José Yunes, ex-assessor especial e um dos amigos mais próximos do presidente Michel Temer. A repatriação foi uma medida adotada pelo governo para regularizar dinheiro mantido por brasileiros no exterior. O programa foi feito em duas etapas. A primeira foi sancionada por Dilma Rousseff e a segunda, pelo governo Temer. Yunes trouxe o montante ao País na primeira fase, que ofereceu condições mais vantajosas. O valor repatriado por ele estava na Europa.

Lupa. A investigação da Receita tramita sob sigilo e apura a origem do dinheiro repatriado por Yunes. Nos casos em que ficar comprovada ilegalidade, a Receita pode excluir o beneficiário do programa.

Com a palavra. Defensor de José Yunes, o advogado José Luís de Oliveira Lima diz que “a defesa não vai se manifestar”.

Escapou. Yunes foi investigado ao lado de Temer no chamado inquérito dos portos, concluído ontem. Ele chegou a ser preso, mas não foi indiciado. Já o presidente foi acusado pela PF de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele nega.

Calma, lá. Aliados do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) estão apreensivos com os impactos na economia das pautas aprovadas pelo Congresso. Ontem, o veto do reajuste de salário de agente de saúde foi derrubado, o que custará R$ 4,8 bilhões até 2021.

A vingança. Há preocupação de que o atual Congresso, em boa parte formado por deputados e senadores derrotados na eleição, deixe uma herança ainda mais pesada para o próximo ano.

Martelo batido. A aliados, o senador José Serra (PSDB-SP) já disse ter decidido seu voto. Nem Fernando Haddad nem Jair Bolsonaro. Vai votar em branco.

Magda! O encontro do presidenciável Fernando Haddad com líderes evangélicos ontem teve entre os motivos tentar desfazer mal estar criado quando ele chamou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, de “charlatão”. A cúpula da sigla avaliou a declaração como “inoportuna.”

Voto cruzado. Na nova pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, 74% dos que responderam que votam no tucano João Doria para o governo paulista declararam apoio a Bolsonaro e 51% dos eleitores de Márcio França disseram que votarão em Haddad.

Preferidos de quem. O melhor desempenho de Bolsonaro em São Paulo, segundo a pesquisa, é entre os evangélicos (73%). Já Haddad vai melhor entre quem ganha até um salário mínimo (50%), mas, mesmo assim, empata com o capitão reformado.

CLICK. A campanha de Juiz Odilon ao governo de MS diz que ele não foi retaliado por aderir a Bolsonaro, embora o PDT apoie Haddad. “Lupi mandou até mais verba.”

Eu mando! Bolsonaro prometeu ao empresário Paulo Marinho que vai obrigar seu filho Flávio a tirar uns dias de licença do Senado para que ele, que é primeiro-suplente, assuma o mandato.

SINAIS PARTICULARES: Paulo Marinho, empresário e suplente de senador eleito; por Kleber Sales

Atchim! O presidente do Supremo, Dias Toffoli, vai despachar do seu antigo gabinete. O motivo: está com alergia causada pelo carpete da sala da presidência, que há tempos não passa por uma limpeza. Até a troca, passará longe dali.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Andreza Matais/Estadão

“Nada está tão atual como a frase de Ulysses Guimarães: ‘Se você está achando esta legislatura ruim, espere a próxima”, do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI), sobre a nova bancada eleita na Câmara.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM EDUARDO KATTAH E VALMAR HUPSEL FILHO

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