Em reunião, Skaf disse que prefeito ‘atrapalha’

Em reunião, Skaf disse que prefeito ‘atrapalha’

Coluna do Estadão

25 de setembro de 2018 | 05h30

Candidato do MDB ao governo paulista, Paulo Skaf disse em reunião interna do Sebrae que “nunca viu vantagem nenhuma de fazer (parceria) com prefeitura” porque “eles atrapalham demais” e “no final eles (os prefeitos) vão querer faturar politicamente”. O comentário gravado foi feito em 2015 numa reunião do conselho da entidade que discutia um programa para microempreendedores individuais, o Super MEI. Um assessor alerta que os municípios podem querer aderir. Skaf, na época presidente da entidade, responde: “A experiência que eu tenho com as prefeituras é só encrenca”.

Só meu. O assessor do Sebrae diz que as prefeituras poderiam ajudar com recursos. Skaf adverte que o programa seria lançado no ano anterior à eleição municipal de 2016. “Sem recursos, vão prometer e não vão dar nada e, como sempre, vão capitalizar…eu gostaria que isso ficasse exclusivamente para o Sebrae, quer dizer, é o Sebrae que está fazendo”, insistiu.

Com a palavra. Questionada sobre como Skaf vai lidar com as prefeituras se vencer a eleição, a assessoria do candidato informa: “Como presidente do Sebrae, ele está atento aos interesses da entidade e seus clientes. Como governador de São Paulo, ele estará atento aos interesses dos paulistas”.

Aposta. A pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada ontem, quis saber dos eleitores quem vai vencer a eleição, independentemente da sua preferência – 43% apontaram Jair Bolsonaro (PSL).

Engasgados. Geraldo Alckmin recuperou um ponto na última pesquisa Ibope, oscilando de 7% para 8%. Apesar disso, o comitê de campanha se incomodou com o distanciamento dele para o terceiro candidato, Ciro Gomes (PDT), que se mantém com 11%.

Válvula de escape. Diante desse cenário, a campanha já avalia trocar os programas partidários, caso a pesquisa Datafolha de sexta-feira, 28, aponte os mesmos dados. A ideia é usar o o tempo de TV para vender uma pauta positiva e ajudar Alckmin a sair da eleição de “cabeça erguida”.

Posto Ipiranga. Paulo Guedes, o guru de Jair Bolsonaro, tem trocado e-mails com Luciano Huck. Os dois conversam sobre economia. Foi Guedes quem, com base em pesquisa, enxergou primeiro potencial eleitoral no comunicador e empresário.

Ops. O colégio Faap de Ribeirão Preto incluiu numa prova aplicada aos alunos do 3.º ano e cursinho, domingo, dois textos publicados na imprensa críticos a Bolsonaro. Num deles, da escritora Tati Bernardes, os eleitores do candidato são chamados de “desorientados” e ele, de “boçal”.

Tem mais. O outro, do servidor federal Celso Rocha de Barros, garante que, se eleito, Bolsonaro dará um golpe de estado. “Se você quiser eleger Bolsonaro, aproveite, porque deve ser seu último voto”, diz no primeiro parágrafo.  As questões sobre os dois textos se restringiram à gramática.

Reprovados. O diretor-geral da escola, Lafayette Tourinho Neto, disse à Coluna que “respeita a autonomia dos professores”, mas, nesse caso, houve um “erro grave”. “Os textos são dogmáticos, agressivos e ofendem os eleitores do candidato. Não havia contraponto. Foi uma infelicidade grave”, considerou.  O diretor vai convocar o corpo docente para uma reunião sobre o episódio.  “A escola agrediu dois princípios: respeito à pluralidade e ao próximo. Vamos refletir sobre isso.”

CLICK. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  informa nas redes sociais a mudança no horário de verão, que este ano foi adiado de outubro para novembro de modo a não atrapalhar as eleições.

Visitando o passado. Ao assumir interinamente a Presidência da República, ontem, o ministro Dias Toffoli visitou a Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ), onde iniciou carreira no Executivo, tendo como chefe José Dirceu. De lá, Toffoli foi para a AGU e depois para o Supremo. Na SAJ, se emocionou.

Menos. Dilma Rousseff já foi avisada que vetou o “golpista” MDB na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo no primeiro turno, mas não terá essa colher de chá no segundo. Caso chegue na próxima etapa, o entorno do petista sabe que precisa dos aliados para derrotar o tucano Antônio Anastasia.

#FICAADICA

Fábio Wajngarten, empresário apoiador de Bolsonaro

“Às vésperas das eleições, é inconcebível o Brasil não ter médicos nos hospitais, ou ter crianças e adultos que não têm o que comer. É preciso acabar com isso”, Fábio Wajngarten, empresário do setor de mídia e pró-Bolsonaro. 

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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