13º é novo argumento para aprovar partilha do pré-sal

13º é novo argumento para aprovar partilha do pré-sal

Coluna do Estadão

05 Dezembro 2018 | 05h30

Senador Romero Jucá (MDB-RR) Foto: André Dusek/Estadão

Diante da polêmica que travou no Senado a votação da partilha dos recursos do megaleilão do pré-sal, a área política do governo vai defender que o dinheiro pode ajudar Estados e municípios a pagar o 13.º dos servidores. “É uma solução técnica que estamos construindo”, afirmou o líder Romero Jucá (MDB-RR). Pelo terceiro ano consecutivo, pelo menos 1,5 milhão de servidores estaduais correm o risco de não receber o benefício. Os governos de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte ainda não têm dinheiro.

Nó cego. A queda de braço é travada com a equipe econômica, contrária à partilha dos recursos do leilão com Estados e municípios por entender que não farão nenhum tipo de ajuste para ter direito ao dinheiro.

Última palavra. Após Renan Calheiros, 63, declarar no Twitter que considera Romero Jucá, 64, seu “irmão”, esse último diz que é recíproco. “Somos irmãos, mas os irmãos às vezes discordam. Eu, como mais velho, posso dar conselhos e evitar que ele fale besteiras”, disse à Rádio Eldorado.

Paga para ver. O MDB vai cobrar o cumprimento de acordo no Senado pelo qual a maior bancada ocupa a presidência da Casa – o que beneficia a sigla – sob pena de não respeitar a regra de partilha do comando das comissões.

Time. O embaixador Otávio Brandelli foi escolhido pelo futuro chanceler Ernesto Araújo como secretário-geral do Itamaraty.

Salvo. Onyx Lorenzoni convidou o deputado Danilo Forte (PSDB-CE) para assumir a secretaria de relações institucionais com o Nordeste. É mais um derrotado nas urnas que integrará a equipe do novo ministro da Casa Civil.

Nova política. Cumprindo pena em regime domiciliar, o deputado federal Celso Jacob (MDB-RJ) participou da reunião da bancada da sigla com Jair Bolsonaro.

Quem, eu? Pai da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, Vicente de Paulo anda incomodado com o assédio da imprensa. Morador de Ceilândia, em Brasília, ele tenta despistar jornalistas dizendo não ter parentesco com a filha.

SINAIS PARTICULARES: Michelle Bolsonaro, primeira-dala eleita; por Kleber Sales

Apagar das luzes. A Mesa da Câmara incluiu como “informação pessoal” dos parlamentares o e-mail particular e dados patrimoniais, financeiros e biométricos. Assim, garante que todos serão resguardados por sigilo de 100 anos.

Esconde aí. Na mudança, que altera as regras da Casa para aplicação da Lei de Acesso à Informação, eles, ainda, retiraram do texto parágrafo que divulgava endereço de residência e número de telefone de deputados quando os dados constarem de pedidos de ressarcimento.

CLICK. Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi cercado pelos futuros colegas ao visitar o Senado ontem. Ele tem dito que rejeita Renan Calheiros (MDB) na presidência da Casa.

FOTO: Coluna do Estadão

Mais um. Quando assumir a Presidência da República em janeiro em substituição a Bolsonaro, que se afastará para uma cirurgia, o vice, general Hamilton Mourão, se tornará o quarto ex-presidente do Clube Militar a sentar na cadeira.

A lista. Antes do vice de Bolsonaro, ocuparam o Planalto Deodoro da Fonseca, Hermes da Fonseca e Eurico Dutra. Ontem, o vice entregou a direção do Clube Militar. O novo presidente da entidade é o general Eduardo José Barbosa.

PRONTO, FALEI!

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“Estão querendo colocar raposa no galinheiro. Não vamos admitir retirar quarentena para que dirigentes de empresas fiscalizadas ocupem cargos de diretoria nas agências reguladoras”, da líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM PEDRO VENCESLAU E TÂNIA MONTEIRO

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