Pegue um, leve oito

Gilberto Amendola

11 de setembro de 2012 | 16h15

O candidato a vereador é  uma ilha cercada de espertalhões por todos os lados.

Não que muitos deles não mereçam isso.

Merecem.

Mas a realidade é que tem muita gente querendo morder o bolso do incauto postulante a uma vaga na Câmara Municipal.

Eu já escrevi sobre isso aqui, mas a ideia (triste) é basicamente essa: “O futuro vereador  ganharia muito depois de eleito, agora seria a vez dos cabos eleitorais e afins darem aquela ‘mordidinha’”.

No último 7 de Setembro (Dia da Independência), fui abordado por um cabo eleitoral que distribuía santinhos de um vereador candidato à reeleição. Ao invés de me entregar um santinho, o homem me empurrou oito panfletos do candidato.

Nosso diálogo:

– Não, obrigado, só quero um.

– Por favor, amigo, fica com eles…

– Por quê?

– Pra acabar mais rápido. Tá muito quente aqui, e hoje é feriado.

– Mas se o candidato descobrir…

– Descobre, não. Todo mundo faz isso. A gente ganha uma merreca. Tem colega que joga no chão ou no lixo. Eu pelo menos tô entregando. Pega aí…

Peguei.

E joguei metade deles no lixo.

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