Encontros e desencontros

Gilberto Amendola

29 de setembro de 2012 | 14h02

A cidade está cada vez menor. Quanto mais eu evito cruzar com os cabos eleitorais do partido a que estou filiado, mais eles cruzam o meu caminho.

Cansado dessas coincidências, resolvi me apresentar como candidato da legenda para um grupo que estava panfletando na zona sul.

A recepção foi protocolar. Afinal, eram cabos eleitorais pagos – sem nenhuma empolgação partidária. Me juntei ao grupo por alguns minutos. Distribuí santinhos, mas a sensação era de que eu estava “atrapalhando”.

Foi um momento estranho, admito. Mas nada comparado ao encontro que tive com esses “militantes” no centro da cidade.

Como a vida no jornal não se resume à minha candidatura, peguei meu bloquinho e fui realizar uma reportagem na região.

Ainda dentro do carro do JT, avistei um grupo de simpatizantes uniformizados  do meu partido realizando um “bandeiraço”.

Instintivamente, me deitei no banco de trás – para a diversão do fotógrafo e do motorista.  Só abandonei essa posição humilhante depois que o veículo se afastou do grupo.

Até hoje, a uma semana da eleição, continuo me deparando com sinais da minha sigla. Síndrome de perseguição? Não sei. Será?

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