A hora do pesadelo

Gilberto Amendola

07 de setembro de 2012 | 19h29

A minha candidatura tem mexido com a imaginação de muita gente.

Uma amiga, que não mora em São Paulo, contou que, após conversar comigo pela internet, sentiu que eu estava muito aflito com as implicações desta minha empreitada.

Se bem me lembro, nosso papo foi logo no início do horário eleitoral gratuito e eu, realmente, estava bastante apreensivo com o que poderia acontecer nas próximas semanas.

O resultado da nossa conversa e, provavelmente, da minha indisfarçável aflição, foi a participação que tive no sonho (ou pesadelo) desta minha amiga. A seguir:

“Sonhei que você era prisioneiro político e que os caras que tinham te prendido eram gringos que não falavam bem o português. Aí, eles diziam que só iam te libertar se você tirasse todas as dúvidas gramaticais deles. Ameaçaram te bater com o dicionário Aurélio. Foi engraçado e aflitivo. Fiquei com pena de você!”

Só espero que os tais sequestradores não me perguntem muita coisa sobre o uso da crase.

Bons sonhos.

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