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Sem perspectivas educacionais… até quando?!

Aline Costa Cavalcante de Rezende é graduada em Matemática e pós-graduada no Master em Liderança e Gestão Pública (MLG) pelo CLP – Liderança Pública. Atualmente é Coordenadora Geral de Recursos Humanos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro,o que envolve gestão de pessoas e contratos com ações de planejamento estratégico, melhor utilização das verbas públicas e melhoria no atendimento.

18 de agosto de 2021 | 12h01

Vivenciamos um tempo em que se clama o nome de “Deus”, e se propaga um discurso e ações de desumanidade, desinformação, racismo, homofobia, desigualdade e tantas outras formas de violência e de forma tão transparente, que por vezes nos deixa catatônicos. Lidamos com uma perda do poder de compra com alta de preços e grande desemprego, permeado com alguns aspectos muito fortes: a fome e as consequências funestas da falta de política educacional.

Em um momento tão significativo de pandemia, foi possível perceber o quanto somos mal representados, o quanto os interesses são nitidamente pessoais e não coletivos. Uma característica que se reflete não só politicamente, como em muitas lideranças do serviço público. E a questão educacional urge por uma representatividade séria que proponha política pública de fato e não pseudopolíticas.

É preciso mudança! O futuro do país depende da educação e não é ideologia ou uma frase piegas, significa investir para que se tenha crescimento social, econômico, tecnológico… Mas, como pensarmos em mudança, em tentar reverter ou diminuir o abismo causado pela pandemia, se temos como exemplo representatividades que defendem seus interesses pessoais e suas crenças? Que, por exemplo, acreditam que o ensino superior é para poucos, que aluno deficiente atrapalha o aprendizado dos outros estudantes?

É triste percebermos que ao invés do governo estar traçando um planejamento, coordenando ações que possibilitem reavermos as perdas de mais de um ano de ensino presencial prejudicado, num contexto onde já era de desigualdade e falta de investimento, principalmente para àqueles que já representam uma fatia considerável da população mais pobre, perde tempo em defesa de ideologias, interesses pessoais e pouco avança para diminuir as desigualdades e promover a equidade no país.

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