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Procuram-se sonhadores no Brasil

Puran Medeiros é graduado em Comunicação Social, pós-graduado no Master em Liderança e Gestão Pública do Centro de Liderança Pública (CLP) e com especialização em Marketing de Serviços pela ESPM-SP. Atualmente, é Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Comunicação na Prefeitura Municipal do Ipojuca.

28 de abril de 2021 | 10h00

Não, esse não é um texto político. Eu diria que é um texto quaaase motivacional para o brasileiro. Mas você leitor pode ficar tranquilo que não vou querer trazer caminhos milagrosos para “resolver” o país. Só quero tentar balançar um pouco o seu coração para ser mais empático com nosso país e usar essa força empática como alavancagem para sonhar.

Viver no Brasil tem suas dificuldades. Eu sei, todos sabemos. Temos sim muitos problemas complexos e não é de hoje, mas precisamos ter, como nação, o nosso sonho de futuro e pensar, realmente, qual é o país que queremos verdadeiramente deixar pra nossos filhos e netos.

Em 2018, fui fazer um curso na China na área de empreendedorismo e desenvolvimento econômico e pude, também, aproveitar para conhecer um pouco a cultura dos chineses. Deixando o grande aprendizado que tive e a parte complicada da China de lado, me surpreendi com uma coisa que ouvi de muitos chineses. Eles, enquanto nação, possuem as metas para os próximos 5, 10 e 15 anos, o planejamento para os próximos 30 anos, o projeto para os próximos 50 anos e o sonho dos próximos 100 anos.

Isso, do ponto de vista prático, deverá sofrer mudanças com as nuances e sazonalidades que o mundo vive cotidianamente. Mas não muda o destino. Uma coisa é recalcular a rota sabendo aonde você quer chegar. Outra coisa é andar, andar, andar e recalcular a rota, voltando para onde estávamos ou para um lugar diferente do que desejávamos. Temos uma falta de alinhamento de projeto de Brasil gigantesco entre as esferas federais, estaduais e municipais. Não falo de linha política, falo de projeto de país mesmo. Dá pra se chegar num mesmo local por vários caminhos, mas precisamos de um ponto de encontro na reta final.

Agora, provoco você a refletir: qual foi a última vez que você pensou ou sonhou o Brasil que você quer para daqui a 100 anos? Qual foi a última vez que você conversou com amigos/familiares sobre o Brasil que não fosse com a linha do tempo limitada até as eleições de 2022?

Não vou negar, tem muita gente bacana nesse país, que sonha com um Brasil do futuro e corre atrás pra construir para seus filhos e netos. Mas é preciso engrossar o coro de sonhadores. É preciso que o futuro do Brasil entre na pauta dos encontros familiares, reuniões de negócio e confraternizações de amigos, onde está se evitando discutir o Brasil para evitar brigas, por conta da discussão política rasa entre uma cor versus uma bandeira que se instalou de uns anos pra cá.

Mas o texto aqui é provocativo. Que tal pensar, juntos, no Brasil como nação? Digo uma coisa a vocês: no dia que o Brasil, com a força e o potencial que tem, tiver um sonho de país em comum entre os brasileiros e soubermos onde queremos chegar, vamos errar menos e poderemos enxergar com mais clareza os caminhos que precisamos seguir pra chegar lá.

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