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Pensando Educação na Pandemia

Humberto Dantas

06 de maio de 2021 | 10h57

Autora do texto:

Aline Rezende é é graduada em Matemática e pós-graduada no Master em Liderança e Gestão Pública (MLG) pelo CLP – Liderança Pública. Atualmente é Coordenadora Geral de Recursos Humanos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro,o que envolve gestão de pessoas e contratos com ações de planejamento estratégico, melhor utilização das verbas públicas e melhoria no atendimento.

No texto, a autora aborda a necessidade de pensar e implementar políticas públicas que possam mitigar os problemas na educação que foram escancarados com a pandemia de Covid-19. Leia:

Assim que nos demos conta da pandemia com todo seu ineditismo e a peculiaridade de uma grande crise, as incertezas, inseguranças, negações, medos, tomaram conta do cotidiano, ao mesmo tempo em que se travou uma busca incessante de novas formas de se pensar a educação dentro do novo contexto. Um fator é pulsante entre os educadores: de que forma atender aos alunos minimizando os abismos que poderiam existir por conta da pandemia?

O Pisa, que é o teste internacional de qualidade na educação, mostra que o Brasil é a segunda economia mais desigual do ponto de vista educacional e a pandemia escancarou problemas que já existiam e se tornaram mais evidentes, como a desigualdade no acesso a recursos tecnológicos, a evasão e abandono e as injustiças sociais.
Diante desse contexto se torna imperioso que existam políticas públicas que pensem e implementem formas significativas para mitigar esses problemas de fato.

Que possam dar suporte e formação aos professores e pensem numa educação focada no desenvolvimento de habilidades, do senso crítico e da formação integral. Há muito que se fala sobre isso, e que vemos sem dúvida muitos artigos, planos, estudos, mas se torna imprescindível que seja real, que transcenda o campo ideológico para a prática a fim de que possamos ser capazes de possibilitar chances possíveis para tantas crianças e jovens que ficam a margem do processo.

Estamos vivendo um tempo que o desenvolvimento da leitura e escrita, a análise de textos de forma crítica e criativa fará a diferença para que possamos pensar nessa formação do futuro. Jovens capazes de usar a tecnologia criticamente, realizar análises, desenvolver competências socioemocionais como empatia, resiliência, paciência, senso de coletividade, autonomia e principalmente serem capazes de valorizar a inteligência, a ciência, a educação.

A nova etapa de atendimento híbrido demanda de nós um planejamento interligando as disciplinas ao redor de múltiplas abordagens, oferecendo aos nossos alunos várias formas de atendimento e materiais digitais como impresso, além do atendimento individualizado, considerando as especificidades e necessidades de cada aluno quando estiverem presencialmente e sem deixar de lado a busca ativa, pois o distanciamento e as dificuldades econômicas propiciaram ainda mais a evasão e o abandono.

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