O modelo LEAN e o AGILE fazem parte da sua intervenção na organização?

Humberto Dantas

01 Novembro 2018 | 12h19

Texto de autoria: Magda Lisboa é líder MLG e Diretora da Empresa ATTIVA ESTRATÉGIA (www.attivaestrategia.com.br), com vasta experiência no setor público e privado.

 

A velocidade das mudanças no mundo da gestão é um fato indiscutível. Os conceitos dominantes “LEAN” e “AGILE” permitem entender melhor e resolver lacunas de conhecimento. Estou cursando uma formação denominada “AGILE Professional”, onde os seguintes tópicos estão sendo abordados: 1. LEAN – onde o AGILE começa, 2. Gerenciamento ágil de projetos, 3. Gestão ágil de produtos, 4. Kanban, 5. Transformação ágil organizacional, 6. Design thinking, 7. Management 3.0, 8. LEAN startup e inovação ágil, 9. PMO ágil, 10. AGILE coaching.

O entendimento dos princípios que norteiam a mudança é fundamental, como é o caso do Sistema Toyota de Produção (TPS), que surgiu no Japão do pós-guerra, nas fábricas de automóveis a fim de serem mais produtivas. O TPS foi a base para o surgimento do LEAN, com os seus 7 princípios e os 7 desperdícios identificados.

LEAN é um modelo gerencial aplicado por meio de princípios e técnicas operacionais, cujo objetivo é a redução do desperdício, a melhoria da qualidade e a maximização do valor de entrega ao cliente, com foco na eficiência e eficácia do processo, centrado em criar mais valor com menos trabalho. O termo LEAN foi utilizado pela primeira vez por John Krafcik em 1988 em sua tese de mestrado (disponível em: 

).

Os 7 desperdícios podem assim ser exemplificados: 1. Trabalho parcialmente concluído, 2. Processos extras (excesso de burocracia), 3. “Gold Plating” (entregar mais do que o cliente quer), 4. Tempos de espera, 5. Esforços de comunicação (tomada de decisão lenta), 6. Alternar muitas tarefas e, 7. Defeitos (bugs). Com base em tais aspectos, exercitar é responder, por exemplo: “Qual o % do meu tempo gasto com os desperdícios do LEAN e propor otimização?”. Exercite!

O conceito LEAN abriu várias frentes de abordagens, destaque aqui para o LEAN Thinking, o pensamento enxuto e seus 5 princípios: 1. Valor para o cliente (construir relação de confiança), 2. Fluxo de valor (cadeia de valor otimizada), 3. Fluxo contínuo, 4. Produção puxada (trabalhar sob demanda), 5. Perfeição (Kaizen, PDCA). Outras frentes como: LEAN Sigma (diminuir defeitos buscando a causa raiz); LEAN Management (redução do desperdícios das etapas dos processos de negócios e eliminar o que não agrega valor); LEAN Office (equipe de liderança comprometida, processos padronizados, objetivos e métricas, fluxo contínuo, gerenciamento diário, ótima comunicação em equipe, cultura de melhoria contínua); LEAN PMO (Foco na eliminação de desperdícios do portfólio/programas/projetos, maximizar a entrega ao cliente, minimizar desperdício de recurso, menor tempo possível, reuniões com stakeholders para identificar pontos de melhoria, aprimorar processos de gerenciamento de projetos); LEAN IT; LEAN Kanban; LEAN Startup (construir, medir, aprender, MVP, Pivotar?, perseverar?)

Já o AGILE surge em 2001 com o movimento Ágil baseado em 4 valores estruturantes:

  1. Mais foco em Indivíduos e interações do que em processos e ferramentas,
  2. Mais software funcional do que documentação abrangente,
  3. Maior colaboração com o cliente (entender sua perspectiva, mantê-lo mais feliz do que negociação de contratos),
  4. Prontidão em responder às mudanças do que seguir um plano de projeto.

Por fim, compartilho o que aprendo, que AGILE é uma forma de pensar, uma atitude ou filosofia baseada em 4 valores ágeis, 12 princípios e muitas práticas ágeis.

Em postagens futuras continuarei a desenvolver o tema com foco em metodologias ágeis de gerenciamento de projetos.

 

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