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Nos recordes de empresas abertas, o empreendedorismo de oportunidade

Ademar Bueno é Administrador pela FGV, Mestre em Ciências da Saúde pela Medicina Santa Casa, Master do MLG-CLP e Vice-presidente da Junta Comercial de São Paulo - JUCESP. Walter Ihoshi é Administrador pela FGV, Presidente da Junta Comercial de São Paulo - Jucesp, Vice Presidente da Associação Comercial de São Paulo.

30 de agosto de 2021 | 15h20

Mesmo após inúmeros impactos registrados como consequência do enfrentamento da Covid-19 em todo mundo, a economia de São Paulo apresentou sinais de retomada diante das restrições sanitárias estabelecidas e que frearam o desenvolvimento econômico, não somente no estado, mas no país.

Para isso, foram desenvolvidas, pelo Governo de SP, políticas de fomento ao empreendedorismo a fim de proporcionar oportunidades e iniciar uma recuperação econômica segura capaz de permitir a manutenção e o crescimento de quantitativos em prol da economia.

Números expressivos e recordes sucessivos de abertura de empresas foram uns dos termômetros, pois têm sido notados pela Junta Comercial do Estado de SP – JUCESP como indicadores de que São Paulo tem deixado para trás o período de recessão trazido pelo Coronavírus.

Ainda em agosto de 2020, cinco meses após o início da pandemia, o estado já registrava o maior número de empresas constituídas na série histórica da JUCESP, realizada desde 1998. Na ocasião, foram abertos 23.050 novos empreendimentos.

De lá pra cá, este recorde foi superado em outras quatro ocasiões, sendo duas em 2020, setembro e outubro; e outras duas em 2021, junho e, recentemente, julho. Segundo os registros, o montante de julho passou a ser o maior número de constituições nos últimos 23 anos, foram 26.614 empresas abertas.

Neste contexto, surge o empreendedorismo como possibilidade de mudar o cenário pandêmico, pois o ato de empreender consiste em um método de criar novas oportunidades ou revitalizar negócios já existentes. E desta forma, aplicada ao empreendedorismo de oportunidade, que se atribuem os seguidos recordes superados.

No período compreendido como sendo da pandemia, a partir de março do ano passado, 271.879 empresas foram abertas, sendo que 46,02% destas constituições foram feitas por empresários cujo CPF já constava na base de dados da JUCESP, desde 1992. Pessoas que, sensivelmente, encontraram no momento de crise outros nichos de investimentos mantendo seus outros empreendimentos ativos.

Também encontraram na JUCESP novas ferramentas tecnológicas facilitadoras dos processos de abertura de empresas, modelos esses que trouxeram a oportunidade de menores taxas praticadas por essa instituição, certamente favoráveis para seus novos empreendimentos.

Dos processos analisados na Junta Comercial, 70% são do tipo jurídico “Empresa Limitada”. Portanto, a grande demanda de novas empresas por CPFs já existentes no banco de dados da Junta são de sócios que passaram a integrar um novo quadro societário.

O empreendedorismo é o método no qual envolve pessoas e processos, que buscam evoluir negócios existentes como também novas empresas ou produtos, transformando ideias em novas oportunidades e resultando na criação de negócios de sucesso.

As marcas superadas quanto aos números de empresas abertas em SP durante a pandemia é reflexo dos bons empreendedores que identificam bons negócios, mesmo em situações desfavoráveis, pois tendem a avistar uma oportunidade, onde ninguém mais consegue enxergar.

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