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Melhorar serviços públicos por meio de sistemas inteligentes

Humberto Dantas

12 de maio de 2017 | 09h25

Autoria: Magda Lisboa, matemática pela UFRJ, líder MLG com MBAs nas áreas de Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial e Tecnologia da Informação na Administração de Negócios

 

É indiscutível que a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é o grande trunfo que os gestores têm para inovação e presteza na tomada de decisões do dia a dia, e também em longo prazo, considerando que existe um plano para orientá-lo; a este processo chamamos de Gestão Estratégica.

A TIC só poderá ser efetiva se os problemas a serem resolvidos estiverem muito claros. O princípio das intervenções, com base nos ensinamentos da Kennedy School, em Harvard, e no MLG, do Centro de Liderança Pública, pode ser resumido como: 1) entender os problemas que queremos resolver; 2) traçar um propósito claro para a solução dos mesmos; 3) dividir a tarefa em passos com metas claras; 4) começar com etapas pequenas e valorizar os resultados alcançados como ondas e; 5) evoluir no planejamento. Muito importante é identificar se os desafios são problemas simples, complicados ou complexos, entender que, no caso dos problemas complexos, não temos respostas imediatas e devemos apreender com os desdobramentos até o desfecho esperado.

Diante do diagnóstico dos problemas que se deseja resolver, é importante ter um planejamento estratégico municipal trabalhado de forma coletiva, com a participação ativa dos munícipes, sendo que um plano bom é colaborativo, faz os atores se sentirem como parte da criação e os levam a assumir o futuro compromisso com os resultados – aqui o papel das lideranças é essencial. O plano gerado conterá a visão de futuro do que se deseja para o município e quais serão os projetos orientadores. Com base nos projetos, as informações mais fundamentais serão destacadas e um planejamento estratégico de Tecnologia da Informação poderá ser mapeado – devendo estar alinhado com o Plano Plurianual e Plano Diretor.

Observamos que normalmente o plano traz as transformações, acredita-se que já existem processos da área meio consolidados, tais como recursos humanos, financeiros e fiscais. Não existindo estes, o plano incluirá todo o arcabouço de sistemas de informação e naturezas de informações. O plano de sistemas de informação conterá as necessidades de hardware, software, telecomunicação, sendo que o software que corresponde aos sistemas deve ser operacional, tático e estratégico, com destaque também para sistemas de gestão de conhecimento.

É fundamental que os processos organizacionais do município estejam identificados: processos finalísticos, da área meio e da área de gestão. Quando se opta por desenvolver sistemas de informação, a fase inicial é conhecer o processo, fazer melhorias, inovar, cortar o que é antigo e que não funciona, que é burocrático e envolve muito esforço. Como consequência, um novo processo é desenhado.

Para implantar sistemas é necessário ter a infraestrutura de hardware necessária, que significa servidores, bancos de dados, computadores e redes. Esforços de investimentos devem ser priorizados e as possibilidades de financiamentos acionadas com antecedência. O maior desafio no cenário atual é conseguir o investimento necessário. É preciso buscar parceiros e patrocinadores.

Os municípios têm processos básicos de trabalho muito parecidos, então se deve buscar fazer benchmarking e conhecer o estado da arte do que tem sido feito em outras localidades – o que por vezes pode incluir outros lugares do mundo. Soluções como ferramentas de colaboração existentes, como o Colab, estão disponíveis. Também existem portais de transparência, como o Meu Município e o Datapedia. É tão evidente que inúmeros municípios buscam as mesmas soluções, pois os problemas são os mesmos.

Hoje os sistemas inteligentes estão apoiados nas soluções de georreferenciamento, sistemas de informações geográficas (SIG)  e soluções de colaboração e workflow. É inegável o avanço que tivemos com as soluções google e sistemas como waze. Assim, parece possível afirmar que a melhoria de serviços públicos passa por sistemas inteligentes.

 

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