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Falência múltipla dos órgãos

Humberto Dantas

27 de abril de 2020 | 09h28

Autor do texto:

Juliana Lohmann é líder MLG, Mestre em Relações Internacionais (UFF), MBA em Gestão Estratégica de Negócios e Inovação (HSM Escola Superior de Administração), Especialização em Políticas Públicas para Micro e Pequenas Empresas (Unicamp) e no Observatório de Inovação do Turismo (FGV).  Há 14 anos atua diretamente com projetos junto a administração pública dos municípios fluminenses e dos órgãos do Estado do Rio de Janeiro com foco na melhoria do ambiente de negócios.

No texto, a líder fala sobre o colapso que está entrando o Governo brasileiro, especialmente após a perda de dois personagens importantes: o Ministro da Saúde e o Ministro da Justiça. Entenda:

Em época de pandemia, não é apenas o Sistema Único de Saúde que acende o sinal vermelho para a aproximação do colapso. O paciente neste caso também é o atual chefe do poder executivo do Governo Federal, que nó último mês vem travando algumas batalhas, demonstrando uma certa piora nos sinais vitais de governabilidade.

Na medicina esse diagnóstico é caracterizado pela deterioração aguda de dois ou mais órgãos, resultando em perda da função dos órgãos acometidos, sendo uma das causas a sepse, que incluem sintomas como a confusão mental e a hipotermia, já diagnosticados neste período de governo do Presidente da República.

Após a exoneração do Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o órgão acometido hoje é o da Justiça com o pedido de saída do Ministro Sergio Moro, a personificação da idoneidade, da licitude e da não corrupção do atual governo executivo, que desde as últimas eleições funcionou como um órgão vital para também para os não eleitores de Bolsonaro.

A luz acende mais uma vez: a existência de um vice-presidente (que nos últimos mandatos protagonizou): “ele toma posse e tem função remunerada no poder público. Ocupa sala, tem gabinete, nomeia equipe etc. Alguns vices acumulam, ou podem acumular, secretarias ou ministérios naquela esfera de poder para o qual foi contratado por meio do nosso voto”. (Dantas, 2018).

Se os órgãos vitais deixam de funcionar, mas o coração continua a bater por artifícios mecânicos, ocorre a morte encefálica. O óbito passa a ser apenas questão de tempo. Está Jair Bolsonaro cavando a sua própria cova, à espera do Messias? Por fim, vale lembrar que em tempos de coronavírus, muitos vão para a vala comum, sem mesmo direito a velório e a despedidas…

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