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Eleições 2020: Oportunidade para um pleito municipal com base em evidências

Humberto Dantas

18 de março de 2020 | 10h05

Autores do texto:

José Rodolfo Fiori é mestre em Desenvolvimento Econômico Local pela London School of Economics & Political Science; especialização em gestão pública pelo Master em Liderança e Gestão Pública, do CLP, e pela Harvard Kennedy School. Atualmente, integra a área de Relacionamento Institucional na Gove.

Breno Coelho é especializado em gestão pública e integra a área de Relacionamento Institucional na Gove.

No artigo, os autores apontam a importância em pensar políticas públicas que estejam conectadas à realidade da população, principalmente em tempos de eleições municipais. De acordo com eles, é importante que os representantes entendam melhor as realidades desses lugares ao se elegerem. Leia:

Em outubro próximo passaremos por uma nova eleição, agora para os cargos municipais, onde munícipes dos 5.568 municípios (aqui exclui-se Brasília e Fernando de Noronha) irão às urnas para escolher seus representantes no executivo e no legislativo.

O clima de eleição ainda está distante para a maioria da população, afinal o período de propaganda eleitoral se inicia apenas em meados de agosto, que é quando somos bombardeados por notícias e propostas. Mas dentro do partidos as discussões e definições das candidaturas já estão a toda vapor.

Para atrair votos e já pensando em um possível mandato, é importante que os candidatos e candidatas apresentem suas ideias e propostas para melhorar a cidade. Muitos tendem a copiar boas práticas que deram certo em outras localidades, o que nem sempre garante o resultado. Antes de pensar nas propostas é necessário entender a fundo a realidade do seu município, que muitas vezes pode ser bem diferente do município vizinho.

Já dizia Guimarães Rosa “Minas são muitas”. Se Minas são muitas, imagina o Brasil. A realidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, com seus 896 mil habitantes, é muito distinta da Campo Grande de Alagoas, sua homônima, que possui uma população inferior a 10 mil. Na capital sul mato grossense, por exemplo, a dependência de recursos financeiros do governo federal e estadual é de 54%; já a dependência do município alagoano de outras esferas de governo é bem superior, chegando a 95%. Em Presidente Kennedy, no Espírito Santo, cidade com 11 mil habitantes, 64,9% do PIB vem da Indústria. Já a sua vizinha carioca, São Francisco de Itabapoana, tem a Administração Pública com a maior participação na economia (36,1%).

Os desafios de oferecer educação de qualidade em Porto Alegre, capital gaúcha, com 100% da população vivendo em área urbana, são muito distintos das centenas de municípios como Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso, onde mais da metade da população vive em zonas rurais.

A complexidade de pensar políticas públicas para o município exige que candidatas e candidatos conheçam, dentre outros assuntos, a realidade dos indicadores socioeconômicos do município que almejam governar. E é pensando nisso que a Gove, organização que tem o objetivo de auxiliar lideranças no setor público a tomarem melhores decisões, apoiará candidaturas de todo o Brasil a entenderem melhor suas realidades por meio de dados técnicos e também boas práticas do setor público.

Caso você represente alguma candidatura e queira acessar um diagnóstico sobre os principais indicadores socioeconômicos do seu município e também receber ideias de boas práticas que deram certo Brasil a fora. Acesse: www.gove.digital/eleicoes-2020 e solicite, sem custo, o diagnóstico do seu município.

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