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A pandemia e os recursos audiovisuais na aprendizagem

Humberto Dantas

15 de dezembro de 2020 | 09h12

Autoras do texto:

Áurea Esteves Serra é graduada em Pedagogia e História, com especialização em “Liderança e Gestão Pública” pelo Centro de Liderança Pública – CLP, “Direito Educacional” e “Gestão Escolar”; Mestre e Doutora em Educação pela UNESP/Marília, na área de Políticas Públicas, linha de História e Filosofia da Educação Brasileira. Pós-doutora em Educação Escolar pela UNESP/Araraquara. Já atuou na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Superior (2002 – atual) – professora do curso de Pedagogia na Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui – FATEB.

Luzia de Fátima Paula é graduada em Letras e Pedagogia, Mestre e Doutora em Educação pela UNESP/Marília, na área de Políticas Públicas, linha de História e Filosofia da Educação Brasileira. Já atuou na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior (2002 – atual) – professora e coordenadora dos cursos de Letras e Pedagogia na Faculdade de Mirassol – FAIMI.

No texto, as autoras discorrem sobre os recursos tecnológicos e audiovisuais que estão sendo empregados por instituições públicas e privadas desde o avanço da nova pandemia. Para elas, apesar de as ferramentas poderem promover o acesso a todos, ainda é preciso organizar melhor esses recursos. Leia:

Há que se considerar neste momento de pandemia da Covid-19 o que ocorre quanto à “Revolução Digital” em toda a sociedade, e especialmente nas escolas de educação regular, no que se refere à suspensão das aulas presenciais, quando muitos sistemas de ensino de todo o país tiveram que optar pela realização de aulas por meio de recursos audiovisuais. Com isso, houve a necessidade de as instituições, tanto públicas quanto privadas, realizarem adaptações necessárias e ainda produzirem materiais acessíveis.

Dessa forma, pensou-se na importância da utilização dos recursos audiovisuais produzidos e disponibilizados, para que pudessem atingir o máximo possível de alunos. E igualmente houve a possibilidade de enxergar a força desses recursos, os quais foram ganhando espaço em âmbito social, e também escolar.

Para que esse acesso ocorresse, uma grande aliada foram as plataformas digitais, que possibilitaram as lives, as chamadas de vídeos, a transmissão de eventos e as aulas remotas. E, assim, aos poucos foi possível descobrir como tornar o conteúdo mais atraente. O consumo audiovisual educacional chegou até os podcasts, que foram usados como uma ferramenta para entrega de tarefas, dentre outros.

Toda essa tecnologia não representou apenas um recurso que trouxe facilidade para esses tempos de pandemia da Covid-19, mas que passou a fazer parte da rotina escolar, cobrando das pessoas que elas estejam mais ativas e que busquem aprender de diferentes formas, sendo protagonistas de sua aprendizagem, e nesse quesito, no âmbito escolar, envolvendo tanto professores quanto alunos.

Essas ferramentas tornaram o ensino mais dinâmico e interativo, podendo promover maior acesso a todos. E, para tanto, os recursos audiovisuais possibilitaram contextualizar os variados conteúdos, estimulando a construção de múltiplos aprendizados. Porém, é claro que se esse momento está propondo um ganho na qualidade da produção de recursos audiovisuais, uma preocupação evidente é se todos os alunos têm acesso aos conteúdos disponibilizados de diferentes formas, e a descoberta é que infelizmente nem todos o possuem. Dessa forma, acredita-se que, para atingir o objetivo da aprendizagem para todos, a organização desses recursos ainda se apresenta como um desafio da educação brasileira. Disponibilizar o acesso a todos e também o conteúdo que se pretende é o caminho para o próprio acesso a essa revolução digital.

Um outro fator importante trazido à tona se refere à necessidade de proporcionar a essa geração de jovens, futuros profissionais, a vinculação dos recursos tecnológicos a sua formação, já que eles nasceram prontos para atender a esta solicitação da sociedade. Tudo está disponível para ser acessado, em apenas um recurso tecnológico, seja ele o smartphone, o tablet etc, somando um conteúdo que lhes dê prazer de acessar a um importante de ser compreendido para a sua formação básica e que merece igualmente a sua atenção.

Por essa razão, conclui-se que a pandemia proporcionou um avanço quanto às necessidades de uma nova geração e “forçou” a Educação e seus profissionais a se adequarem e compreenderem que a informação está posta em redes sociais, mas necessita dos educadores para que seja transformada em conhecimento, habilidades e atitudes, e essa é a função social do profissional da educação, pois assim como incita José Manual Moran, importante educador brasileiro que tematiza o uso da tecnologia na educação, “a internet nos ajuda, mas ela sozinha não dá conta da complexidade do aprender”. E ainda, que os recursos audiovisuais foram “chamados” como uma ferramenta de estreitamento de laços entre aprendizagem e vida, neste momento, visando a uma evolução necessária à humanidade.

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