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A inovação e a longevidade nas organizações

Humberto Dantas

31 de maio de 2021 | 10h34

Autores do texto:

Ademar Bueno é Administrador pela FGV, Mestre em Ciências da Saúde pela Medicina Santa Casa, Master do MLG-CLP e Vice-presidente da Junta Comercial de São Paulo – JUCESP.

Walter Ihoshi é Administrador pela FGV, Presidente da Junta Comercial de São Paulo – Jucesp, Vice Presidente da Associação Comercial de São Paulo.

No texto, os autores discorrem sobre como a inovação tem se tornado relevante no surgimento e manutenção das organizações, sejam elas empresariais, sociais ou governamentais. Como exemplo, eles citam a Junta Comercial do Estado de São Paulo, que vive um processo de adaptação após a pandemia. Leia:

O ciclo de vida das organizações tem uma grande semelhança com a vida humana. Porém, o modo como o ciclo é feito determina sua longevidade. Uma premissa para prolongar a existência é a capacidade de adaptação às dificuldades e desafios que surgem ao longo do tempo.

Na biologia, apesar da distinção nas teorias da evolução humana de Charles Darwin e Jean-Baptiste Lamarck, é possível encontrar um ponto comum nos pensamentos desses evolucionistas: a de que a vida muda com o passar do tempo e, para preservar a espécie, é preciso se adaptar ao ambiente.

Sobreviver no cenário de aceleradas mudanças em que está inserido o mundo contemporâneo e a intensa expansão da indústria do conhecimento tem sido um desafio a ser superado pelas organizações, mesmo aquelas que já contemplam uma trajetória de longevidade. E a inovação tem se tornado um tema relevante nas questões vinculadas ao surgimento e manutenção das organizações, sejam elas empresariais, sociais ou governamentais.

Uma organização terá vida mais longa quanto mais útil ela for para a sociedade. Ao nos referirmos a este ponto, é inegável não destacar o quão fundamental é a utilidade socioeconômica da JUCESP para as relações mercantis no país. E a autarquia tem se mostrado atenta às mudanças, buscando ferramentas que lhe permitam adquirir capacidades de resiliência para se adequar e atender as necessidades dos empreendedores em consonância com a modernidade.

Ao longo do tempo, a Junta Comercial do Estado de São Paulo passou a compreender em profundidade os elementos que contribuem positivamente para a sua capacidade de adaptação, e remodelou os seus serviços aplicando a inovação em seu plantel a fim de desburocratizar os caminhos do empreendedorismo. Para isso, redesenhou os processos que incluiu digitalização, melhoria e otimização resultando na praticidade de acesso aos seus serviços e celeridade para a concepção de um empreendimento.

Com a chegada repentina da pandemia do Coronavírus, o projeto da JUCESP de se tornar uma Junta 100% digital foi fortalecido, pois se fez necessário buscar alternativas e soluções inovadoras para voltar ao antigo normal. Tal situação evidenciou sua capacidade de adaptação em um cenário de crise.

Em geral, a inovação deve ser ingrediente frequente na administração de qualquer organização. E em um momento de crise como o qual estamos vivendo se faz primordial para a sobrevivência. A JUCESP confirma isso no auge dos seus 130 anos de vida, pois o processo de adaptação que vive na pandemia com a digitalização de seus serviços e processos garantirão vida longa sempre se adequando ao contexto.

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