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A gestão pública e as startups no modelo de governança

Magda Lisboa é líder MLG pelo Master em Liderança e Gestão Pública - MLG, diretora da empresa Attiva Estratégia e tem vasta experiência no setor público e privado.

18 de junho de 2019 | 18h26

Na gestão pública é possível identificar inúmeros modelos de estrutura de gestão organizacional, desde o mais arcaico ao inovador e ágil. Com a capacitação e especialização de gestores, criam-se mecanismos de melhoria de gestão, como o planejamento e a gestão estratégica.

Há diversos aparelhos públicos estruturados, que vão de prefeituras de municípios pequenos até o Ministério Público. O desafio é pensar em como institucionalizar modelos e ações estruturantes, em meio às mudanças de governo. Algumas soluções são propostas por gestores que investem na criação de modelos, padrões e até softwares apropriados para facilitar e orientar novos atores na manutenção de uma proposta, ao invés de descontinuá-la.

E no caso da iniciativa privada? Como é gerido o modelo de governança de empresas pós-startups? O desafio é o mesmo para todos. Os padrões e modelos podem ser testados e servem de guia para várias empresas.

Em uma palestra no curso do CLP – Liderança Pública, o professor Falconi foi questionado sobre o que é gestão. Sua resposta foi: “Fazer gestão é medir; se você não mede, você não faz gestão”. Então, medir é o plano de fundo. E medir significa, por exemplo, entender hoje seu fluxo de caixa e também seu budget para daqui dois anos. Medir está associado a ter informação para tomada de decisão no dia-a-dia e também no futuro.

No caso das empresas privadas, é necessário uma organização mínima do seu modelo de governança: contrato social e acionário bem estabelecidos, assim como papéis e responsabilidades de toda a cadeia. É fundamental ter uma aspiração vencedora, metas definidas e estratégias de conquista. O CEO é a estrutura de administração que vai realizar o planejamento estratégico e definir o portfólio de projetos prioritários. O modelo de negócio é o mais precioso instrumento para comunicar a forma como a empresa entrega valor para os seus clientes a partir de um alinhamento estratégico.

Toda empresa necessita de pessoas, processos, infraestrutura e tecnologia (sistemas e “o saber”). Neste sentido, o maior capital intangível são as pessoas – estas devem ser capacitadas com técnicas ágeis e conhecimento do seu papel e importância no negócio. A infraestrutura deve ser adequada para criar um ambiente propício e de satisfação para a produtividade. Pessoas felizes produzem ideias que melhoram os processos e os entregáveis dos projetos.

Os processos finalísticos, de gestão e de apoio, devem estar claros, mapeados e otimizados, evitando desperdícios, assim como as atividades e competências devem ser documentadas. Se possível, com sistemas de informação integrados, podendo fluir de um processo de compras, custos, financeiros, contabilidade e com indicadores disponíveis.

A tecnologia é o grande diferencial competitivo no ambiente de inovação, a gestão do conhecimento deve gerir o know-how específico e valoroso. Por fim, é essencial  a existência de um PMO, ou seja, um escritório de projetos para gerir o processo de entregas e fornecer informações ao CEO e ao Conselho. A competitividade do mundo corporativo impõe um cenário de inovação e disrupção como abordagem com metodologias ágeis.

Os cenários de gestão pública e do mundo corporativo pós startups possuem padrões, modelos e templates que devem ser compartilhados e até replicados.

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