O “Fora Temer”, a guerrilha urbana e os limites da civilização
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O “Fora Temer”, a guerrilha urbana e os limites da civilização

Só uma sociedade atordoada, que perdeu as referências do que é certo e errado, pode acreditar que a baderna registrada em Brasília é aceitável

José Fucs

24 de maio de 2017 | 18h54

FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Diante das cenas de barbárie protagonizadas nesta quarta-feira em Brasília pelos grupos de esquerda que fazem oposição ao governo Temer – PT, PC do B, CUT, Força Sindical, UGT, MTST, MST e quetais – é preciso deixar de “dourar a pílula” e dar aos fatos o nome que merecem.

O que aconteceu em Brasília – a queima de prédios públicos, o quebra-quebra, a violência ilimitada, a construção de barricadas nas ruas — foi, em verdade, uma operação de guerrilha urbana.

Muita gente pode achar que tudo isso é normal, que é resultado da democracia que se instaurou no país com o fim do regime militar, em 1985. Mas só uma sociedade atordoada, que perdeu as referências de quais são os limites da civilização, do que é certo e errado, pode acreditar nisso.

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Que os manifestantes queiram defender pacificamente as Diretas Já, subvertendo o que está previsto na Constituição; que eles queiram pedir a saída do presidente Michel Temer, acusado de envolvimento em atos de corrupção e em outras irregularidades; que eles queiram protestar contra as reformas trabalhista e de Previdência; ainda dá para entender. Mas daí a transformar a capital do País numa praça de guerra há uma longa distância.

Nada, absolutamente nada, pode justificar a tolerância com a baderna e a depredação de patrimônio público e privado. Isso nada tem a ver com os direitos de manifestação e de expressão garantidos aos brasileiros pela Constituição de 1988, que todos apoiamos.

Curiosamente, em 2015 e 2016, quando milhões de brasileiros foram às ruas apoiar o impeachment, defender a Lava Jato e protestar contra a bandalheira generalizada patrocinada por Dilma, Lula e o PT, não houve um único ato de violência nas ruas. Absolutamente nenhum.

Mas quase todos os atos organizados pelo PT e seus aliados, apoiados pela extrema esquerda, acabam em anarquia, bagunça, quebra-quebra. Será que eles realmente acreditam que podem levar o jogo no grito? Será que pensam que, com isso, vão ganhar apoio popular? Parece que sim.

Se considerarmos que até os parlamentares que os representam no Congresso Nacional partem para cima de seus colegas para tentar impor à força as suas ideias, não é de estranhar que expressem a mesma violência nas ruas.

Agora, os cidadãos de bem do País, que trabalham duro para ganhar seu sustento e o de suas famílias, não podem ser coniventes com os guerrilheiros travestidos de sindicalistas e de representantes das ditas organizações sociais. Se é isso o que eles chamam de democracia, se a democracia da esquerda é a baderna e a guerrilha urbana, estamos mal, muito mal.

É hora de o Brasil fazer valer o rigor da lei contra os envolvidos na barbárie.  Não dá mais para que o País assista impassível à repetição, dia após dia, de acontecimentos como os de Brasília. As autoridades e quem de direito têm de tomar as providências necessárias e deixar de dar ouvidos a quem as acusa de “criminalizar os movimentos sociais” ou chama a PM de “truculenta”. A população, com certeza, vai aplaudi-las e agradecê-las nas urnas na primeira eleição que vier pela frente.

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