O estatismo de Dilma, a privatização dos Correios e a Amazon
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O estatismo de Dilma, a privatização dos Correios e a Amazon

José Fucs

05 de setembro de 2019 | 15h50

A ex-presidente Dilma Rousseff mostrou que está em plena forma ao participar nesa quinta-feira, 5, do “Seminário pela Soberania Nacional e Popular”, contra as privatizações, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“Querem transformar os Correios numa grande Amazon”, afirmou Dilma, ao comentar a possível privatização da empresa, como se isso representasse um crime abominável, que devesse levar os seus autores ao desterro.

Confira como foi o evento de que Dilma participou na Câmara

Considerando que a Amazon é, hoje, a terceira maior companhia americana, com um valor de mercado de US$ 890 bilhões (R$ 3,6 trilhões), inferior apenas ao da Microsoft e ao da Apple, os Correios teriam de ganhar muita musculatura, mas muita mesmo, principalmente depois dos prejuízos bilionários dos últimos anos, para se tornar apenas uma minúscula fração da empresa fundada por Jeff Bezos em 1994.

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Neste caso, o certo talvez fosse Dilma, com sua previsível visão estatista, ter dito que a equipe econômica quer fazer dos Correios “uma pequena Amazon” — e mesmo assim já seria um tremendo exagero. Ainda mais se levarmos em conta que a Amazon é uma das companhias mais eficientes e inovadoras do mundo, enquanto os Correios são uma empresa falida, debilitada pela corrupção, na qual os funcionários têm de abrir mão de uma fatia do salário todos os meses para cobrir o rombo de seu fundo de pensão.

Se realmente a equipe comandada pelo ministro Paulo Guedes conseguir tirar os Correios do buraco e transformar a empresa numa pequena Amazon, sua privatização será motivo de celebração nacional e não de críticas e manifestações de censura como a de Dilma, apoiadas pelo PT e por seus aliados.

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