Voos: regra pode agilizar embarque

Embarque mais ágil, mesmo que haja um relaxamento nas revista aos passageiros. Essa é a essência da nova norma que será adotada a partir de agora pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A inspeção de passageiros e bagagem de mão de viagens aéreas nacionais seguirá novas medidas para agilizar os serviços nos aeroportos

Marcelo Moreira

19 de agosto de 2010 | 17h38

Lígia Tuon

Embarque mais ágil, mesmo que haja um relaxamento nas revista aos passageiros. Essa é a essência da nova norma que será adotada a partir de agora pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A inspeção de passageiros e bagagem de mão de viagens aéreas nacionais seguirá novas medidas para agilizar os serviços nos aeroportos. A Resolução nº 167, que trata do assunto, foi publicada ontem no Diário Oficial da União e pretende manter os padrões internacionais de segurança.

Segundo a agência, de acordo com as novas regras, agentes da Polícia Federal só irão solicitar que o passageiro retire objetos pessoais de malas e maletas ou tire chapéu, cinto e sapatos caso haja alguma suspeita. Nessas situações, os critérios para a inspeção mais detalhada serão definidos pela Polícia Federal.

A nova resolução estabelece ainda que a Anac será responsável em adotar padrões e práticas internacionais no País e reavaliar, sempre que necessário, as medidas de segurança.

Também foram padronizados o atendimento ao consumidor, que agora será realizado somente pelo telefone ou internet 24 horas por dia. Isso foi necessário porque, em processos judiciais mais antigos, muitas das reclamações de passageiros não puderam ser comprovadas adequadamente devido à fragilidade na apuração das informações nos postos de atendimento presencial.

“O passageiro deve ter condições de registrar sua manifestação em qualquer lugar, em qualquer horário, sem precisar se deslocar a um local específico. Se ele está na sala de embarque, por exemplo, teria que ir até o saguão para procurar o posto da Anac. Por isso o atendimento via Internet e telefone é mais eficiente. Todas as manifestações precisam ser apuradas e bem embasadas pela Agência para que haja a punição devida em caso de descumprimento da legislação”, afirma Gerson Bonani, chefe da assessoria de comunicação da Anac, responsável pela área de relacionamento com usuários.

Para o advogado especializado em defesa do consumidor e consultor do JT, Josué Rios, no entanto, a iniciativa é preocupante. “Embora o tempo tenha sido ampliado, a falta do atendimento presencial torna a relação com o consumidor impessoal. Minha dúvida é se esse atendimento será de qualidade. Se o cliente tiver dificuldade nesse atendimento, terá chance de falar com alguém que possa resolver a insatisfação ou problema?”

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