Vivo esquece o cliente na linha

Duas horas e trinta e cinco minutos. Foi o tempo que levei esperando alguma luz para um problema com a caixa postal da minha linha telefônica celular pós-paga. A Vivo me fez perder a paciência. Das 21h05 às 23h40 de ontem. Inaceitável sob todos os pontos de vista

Marcelo Moreira

17 de setembro de 2010 | 08h31

Marcelo Moreira

Duas horas e trinta e cinco minutos. Foi o tempo que levei esperando alguma luz para um problema com a caixa postal da minha linha telefônica celular pós-paga. A Vivo me fez perder a paciência. Das 21h05 às 23h40 de ontem. Inaceitável sob todos os pontos de vista.

Em circunstâncias normais eu teria desligado ou atirado o celular na parede. Mas decidi me martirizar e ficar até o fim do atendimento para escrever este texto de protesto. O descaso é tamanho que a empresa mereceria uma intervenção governamental.

Os atendentes, quando me atenderam, foram educados, mas incompetentes. Não resolveram a questão. Toda vez que me passavam para a área de “suporte técnico”, era no mínimo meia hora de espera, até que a paciência acabava e eu volatava a ligar para o número inicial, para que outro atendente me atendesse e começasse tudo de novo.

O último que me atendeu informou que tanto a central de atendimento como a de suporte técnico estavam com “problemas” e que a demora no atendimento, “superior a 25 minutos”, estava ocorrendo por toda a noite – coitados de nós. Quando perguntei em uma das transferências de atendentes em quanto tempo seria atendido pelo “suporte técnico”, o cara de pau simplesmente disse “não mais do que 25 minutos”, em flagrante desrepeito à Lei dos Call Centers.

Três números de protocolos foram enviados por SMS ao meu celular. E minha caixa postal continua inacessível. Consumidor brasileiro precisa de muita, mas muita paciência. E disposição para ir ao Procon e ao Juizado Especial Cível.

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