Ventilador deverá ter selo de qualidade

Jornal da Tarde

29 de fevereiro de 2012 | 16h10

SAULO LUZ

Ainda neste semestre, o consumidor brasileiro já poderá encontrar ventiladores e circuladores de ar mais seguros, com menor risco de cortes e choques elétricos. Isso porque os aparelhos (importados ou fabricados no Brasil) terão de apresentar um selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) que comprove que o item passou por testes. A partir de 20 julho só poderão ser fabricados e importados itens certificados.

A exemplo do que já ocorre com outros eletrônicos e eletrodomésticos (refrigeradores, condicionadores de ar, e ventiladores de teto), terão de cumprir padrões mínimos de segurança os ventiladores de mesa, de parede, pedestal e circuladores de ar (com diâmetro da hélice entre 26 e 60 cm).

O Inmetro decidiu tornar o selo obrigatório a partir do resultado de análises realizadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) no fim de 2009. “Testamos oito modelos de ventiladores e todos os produtos falharam no ensaio em pelo menos um item de segurança: um pegou fogo, cinco tinham risco de choque, dois eram instáveis e tombavam, sete permitiam acesso a partes do motor e fiação e em outros quatro havia risco de cortes em contato com a hélice”, diz Carlos Thadeu, gerente técnico do Idec.

Para conseguir o selo do Inmetro, os ventiladores passarão por uma bateria de testes que comprovem segurança elétrica (risco de choque, superaquecimento, curto-circuito etc.) e em relação à construção, (as grades devem impedir o acesso de mãos e dedos às hélices e o ventilador deve ter equilíbrio e não tombar à toa).

Os ventiladores também receberão a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), que indica os produtos que consomem menos energia e classifica os aparelhos em faixas de ‘A’ (mais eficiente) a ‘D’ (menos eficiente), como já ocorre com os ventiladores de teto desde 2008. “Para o consumidor, será útil comparar uma marca com a outra, pois, além de decidir melhor a compra, estimulará o processo de melhoria contínua da indústria”, explica Marcos Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem o Inmetro.

Apesar da obrigatoriedade do selo a partir de 20 de julho, o comércio poderá vender o estoque de produtos sem o selo até janeiro de 2014. No entanto, o Inmetro acredita que, em algumas semanas, o consumidor já poderá encontrar ventiladores certificados à venda no comércio. Uma grande empresa já submeteu seus modelos aos ensaios, foi aprovada e já pediu o registro dos produtos no Inmetro.

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