Unificação de cartões: baixa adesão por medo de falhas

Apesar do esforço de Cielo e Redecard para divulgar a unificação das máquinas de cartões de crédito e débito, os comerciantes ainda estão cautelosos. A mudança no mercado, em vigor desde o dia 1º, permite que um terminal processe compras de todas as bandeiras

Marcelo Moreira

06 Julho 2010 | 14h00

 Apesar do esforço de Cielo e Redecard para divulgar a unificação das máquinas de cartões de crédito e débito, os comerciantes ainda estão cautelosos. A mudança no mercado, em vigor desde o dia 1º, permite que um terminal processe compras de todas as bandeiras.

No primeiro fim de semana, a adesão foi pequena. “Preferimos esperar para ver se a novidade consegue suportar tanta demanda”, explica Andreia Bessa, diretora da rede Lojão do Brás.

No Brasil há 1,5 milhão de estabelecimentos que alugam 5 milhões de máquinas. Márcio Rangel, master franqueado da Empada Brasil no Estado de São Paulo, com 25 lojas, está animado com a possibilidade de reduzir as despesas. “Diminuir o custo mensal será ótimo. Mas precisamos ter a certeza que poderemos assegurar o funcionamento.”

A Armarinhos Fernando, com 14 lojas, não aderiu completamente à unificação das máquinas. “Fim de semana é quando vendemos mais. Não dá para correr o risco de deixar o cliente na mão”, informa o gerente-geral Ondamar Antonio Ferreira.

Roberto Medeiros, presidente da Redecard, acredita que o período de desconfiança seja passageiro. Operamos desde a meia-noite do dia 1º sem problemas.”

Para Maria Inês Dolci, presidente da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), a mudança pode ser uma oportunidade para o comércio acabar com a diferença entre o pagamento com dinheiro e com o cartão.