Um selo para aparelhos barulhentos

Muitos eletrodomésticos disponíveis hoje no mercado fazem tanto barulho que acabam incomodando e estressando os consumidores durante seu uso. A partir de 2012, a tarefa de escolher o aparelho menos barulhento será facilitada

Marcelo Moreira

11 de novembro de 2010 | 18h33

Saulo Luz

Muitos eletrodomésticos disponíveis hoje no mercado fazem tanto barulho que acabam incomodando e estressando os consumidores durante seu uso.

A partir de 2012, a tarefa de escolher o aparelho menos barulhento será facilitada, pois o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) passarão a classificar os eletrodomésticos conforme o nível de ruído.

Hoje, o cliente já pode saber antes da compra o quanto alguns aparelhos são barulhentos e usar essa informação para escolher o mais silencioso. Basta conferir o Selo Ruído, obrigatório para liquidificadores, secadores de cabelo e aspiradores de pó importados ou fabricados no País.

Na potência máxima, esses aparelhos alcançam o volume de até 90 decibéis – especialistas não recomendam exposição a sons acima de 80 decibéis por muito tempo.

“O Selo Ruído é parte do Programa Silêncio, uma iniciativa do Inmetro e do Ibama para combater a poluição sonora do País, orientando o consumidor na hora de escolher eletrodomésticos mais silenciosos e estimulando fabricantes a produzirem produtos menos ruidosos”, explica Marcos Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro.

O selo deve constar na embalagem dos produtos (de forma visível ao consumidor), informando o nível de potência sonora – medido em decibel dB(A) – com as marcas do Ibama e do Inmetro. Para receber o selo, cada aparelho passa por ensaios de acústica e vibração em laboratórios credenciados pelo Inmetro.

Apesar disso, o selo só serve para informar o ruído que o equipamento produz e não classifica os aparelhos entre mais e menos barulhentos. Com a nova classificação a tarefa ficará mais fácil.

“O trabalho de comparação hoje é feito pelo consumidor, que tem de verificar aparelho por aparelho. Mas estamos aperfeiçoando o selo para dar a informação pronta (quais são os menos barulhentos), transformando o simples selo em uma etiqueta do PBE”, afirma Borges.

A ideia é integrar o programa de Selo Ruído com o programa de etiquetagem e criar uma identificação semelhante à de eficiência energética que hoje é usada para indicar o consumo de eletricidade. Os aparelhos seriam classificados de “A” a “E”, sendo A o nível mais silencioso.

“Vamos unificar os dois selos de forma cuidadosa e programada. Agora em novembro definiremos o cronograma e a ampliação da nova etiqueta de ruído também para outros eletrodomésticos, como ar-condicionado e as máquinas de lavar roupa. Isso também será discutido com a indústria”, diz Borges. Ainda este ano será lançado o primeiro programa-piloto da iniciativa e a previsão é que em 2011 o projeto seja integrado e passe por consulta pública.

“O mais seguro é que em 2012 o consumidor já poderá encontrar no mercado eletrodomésticos com esse novo padrão de etiquetagem e que informa, não só ruído em decibéis, mas também indique quais são os mais silenciosos”, finaliza Borges.

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