Um bom exemplo de como agir em relação a erros em contas de luz

Marcelo Moreira

16 de março de 2009 | 20h12

Informação é fundamental para o consumidor ter o seu direito respeitado. A carta da leitora Marisa Aguiar de Santana, de São Paulo, é um exemplo a ser seguido por quem tem pendengas com empresas, especialmente com aquelas que são concessionárias públicas. Leia a carta dela:

“Recebi uma conta de luz da Eletropaulo com uma cobrança absurda. Contatei o serviço de atendimento ao consumidor oferecido pela concessionária para registrar minha reclamação e fui informada de que pelo fato de a conta do mês anterior ter apontado consumo inferior à minha média mensal – que gira em torno de 500 KWH – a diferença havia sido lançada na conta reclamada, que atingiu o absurdo consumo de 1.039 KWH e o valor altíssimo de R$ 397,41.

Gostaria de saber qual é o critério da Eletropaulo para proceder dessa forma. Se diminuí meu consumo de energia, não poderia ter a suposta diferença lançada na próxima conta.

O pior, é que, além de não ter recebido minha conta revisada, a conta do mês seguinte atingiu consumo mais elevado ainda – apontando 1.324 KWH e o valor de R$ 505,05, já que foi gerada em cima de erro existente anteriormente e não sanado.

Diante da não solução do problema, entrei em contato com a ouvidoria da empresa, que bloqueou as duas contas comunicando que estavam sob análise. Até agora, não recebi nenhum retorno da Eletropaulo.

Exijo uma explicação para esse problema e uma solução justa que contemple ambas as partes. Sinto-me desrespeitada como consumidora. Gostaria de uma orientação.”

RESPOSTA DA AES ELETROPAULO: Informamos que as faturas de energia elétrica foram revisadas com base na média do consumo da cliente. A distribuidora esclarece que as segundas vias das contas reclamadas foram encaminhadas para a consumidora com o vencimento prorrogado.

SITUAÇÃO ATUAL: A cnsumidora informou que a empresa enviou as contas revisadas calculadas pela média de consumo e o problema foi resolvido.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: A conduta da consumidora neste caso serve de exemplo: toda vez que as contas de energia destoarem muito do valor normal de consumo, o consumidor tem o direito de exigir a avaliação do consumo e revisão, como ocorreu neste caso.

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