TV paga: cota trará aumento de custos

É o que afirmam especialistas no mercado de telecomunicações e admitido até mesmo pelo deputado federal Jorge Bitar (PT-RJ), autor do projeto que cria a obrigatoriedade de três horas e meia de prgramação nacional nos canais por assinatura

Marcelo Moreira

14 de junho de 2010 | 15h00

Karla Mendes – Agência Estado

Na análise de Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, a obrigatoriedade
de exibição de conteúdo nacional nas emissoras de TV por assinatura trará aumento de custos. “Não existe almoço grátis. Toda vez que se obriga uma empresa a fazer algo que  ela não quer fazer, o custo pode aumentar. E quem paga é o consumidor, pois a operadora não vai incorporar a despesa”, alertou.

O especialista ressaltou, porém, que ainda não é possível estimar quanto seria o reajuste. “Cabe ao Congresso avaliar e o  benefício compensa o aumento de custo”, ponderou.

Questionado sobre a postura da Sky, Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura
(ABTA), disse que a entidade não entra no mérito da estratégia de comunicação de suas associadas com os clientes.

Ele destacou, porém, que a  ABTA tem duas preocupações em relação ao PL 29: a imposição de cotas e os poderes que estão sendo dados à Agência Nacional de Cinema (Ancine).

 O deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator do PL 29 e idealizador do sistema de cotas, reconhece que a imposição terá
um custo adicional para as empresas, mas garantiu que essa diferença será equacionada com a criação de um fundo
setorial, com orçamento de  R$ 400 milhões para fomentar a produção nacional.

 “Para que não houvesse impacto (para o consumidor) reduzi a alíquota do Fistel (Fundo de Fiscalização de Telecomunicações) em mais ou menos 10% e agreguei ao outro fundo”, afirmou.

Segundo o deputado,
 vários canais internacionais já exibem programação nacional. Ele cita a série “Peixonautas”, transmitido pelo
Discovery Kids; e “Filhos do Carnaval” e “Mandrake”, exibidos pela HBO.

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