Transtorno e mau atendimento em loja de móveis

Marcelo Moreira

19 de maio de 2009 | 23h09

Erro de informação de atendentes e vendedores é tolerável, desde que não traga transtornos ao cliente. Não foi o que aconteceu com a leitora Janete Braz, de São Paulo. Pior ainda é a resposta da emrpesa, típica de quem não tem o cuidado nevessário para atender e cativar o consumidor:

“Fui até a Loja Érika Móveis e comprei uma cadeira. Após sete dias, o móvel começou a fazer barulhos e rangidos quando me sentava. Entrei em contato com a loja e fui informada que eu deveria, ou levar a cadeira até eles ou pagar R$ 50 pelo transporte. Absurdo!”

RESPOSTA DA ÉRIKA MÓVEIS: Foi dito à cliente que a cadeira deveria ser trazida até a nossa loja e aí encaminharíamos para assistência, procedimento normal em qualquer lugar. Ela disse que não teria como fazer isso, então para assistência em domicilio é cobrada uma taxa de R$ 50,00. Pedimos desculpas a sra. Janete, pelo mal entendido e acreditamos que talvez a nossa ex-funcionária, não tenha conseguido explicar, que essa assistência seria no próprio local.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: A consumidora informou que a loja não admitiu o erro e o problema não foi resolvido.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: A lei expressamente diz apenas que o produto defeituoso deve ser consertado no prazo de 30 dias, e a providência pode ser solicitada tanto ao comerciante como ao fabricante.

Nada consta expressamente na norma sobre a obrigação de o fabricante retirar o produto na casa do consumidor para o conserto.

Mas sabe-se que a literalidade do texto legal não encerra o assunto em matéria de direito, pois e necessário interpretar a finalidade da lei. E esta deve ser a de proteger a parte mais fraca da relação de consumo.