Tormento no telefone, martírio ao vivo

Marcelo Moreira

13 de abril de 2009 | 20h04

As operadoras de telefonia fixa e celulrar são as mais reclamadas nos principais rankings de defesa do consumidor do País. Tentar resolver qualquer problema por meio call centers é uma tortura e frequentemente, ao final da ligação – quando se consegue chegar ao final da ligação -, a solução é insatisfatória (quando há solução).

Pois ir a uma loja de qualquer operadora também é um martírio. Tenho um aparelho celular pré-pago encostado, mas funcionando. O de minha mulher está com problemas técnicos, além de ser bastante antigo e fora de linha. Eu queria apenas trocar as linhas que estavam nos aparelhos, passando o aparelho bom para minha esposa.

Só que o atendimento na loja da Vivo em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), foi muito ruim. Com nove posições de atendimento, apenas três operavam entre 14h35 e 14h50 de 13 de abril no Shopping Metrópole.

Recebi uma senha, número 89, enquanto o painel eletrônico informava que era a vez do portador da senha número 63. Ou seja, havia 25 pessoas na minha frente. E a loja, pequena, estava superlotada.

Nos 15 minutos em que fiquei esperando, ninguém mais foi chamado. O painel continuou no número 63. Perguntei a um funcionário sobre os poucos atendentes na loja e recebi, com desprezo, uma resposta metálica e lacônica: “são apenas os três do balcão”.

Se eu permanecesse na loja, minha espera seria de, no mínimo, duas horas. É claro que desisti, diante da precariedade e da demora no atendimento.

Em breve colocaremos aqui o que a Vivo tem a dizer sobre o atendimento na loja de São Bernardo do Campo.

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