Fuja da 'bomba' na hora de abastecer

trindadeeleni

13 de fevereiro de 2009 | 16h18

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

O motorista paulista deve ficar bem atento na hora de abastecer o carro. Segundo levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no ano passado, 214 postos de combustível foram interditados e 1.425 estabelecimentos foram autuados por irregularidades no Estado.
Problemas nas bombas de combustível também foram o maior alvo de queixas dos consumidores ao Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) em 2008. Foram 400 denúncias de adulteração ou problemas nas bombas – crescimento de 62% em relação a 2007.

Para Paulo Arthur Góes, diretor de fiscalização do Procon-SP, a primeira recomendação para não tomar prejuízo na hora de abastecer é não se deixar levar por preços muito baixos. “Os postos de gasolina, em sua maioria, trabalham com margens pequenas de lucro. Um posto com preço muito mais baixo do que outros da mesma região pode ser um sinal de que algo está errado com o combustível”, justifica. Nesse caso, o barato pode sair caro, pois abastecer com gasolina de má qualidade prejudica o desempenho do veículo que, consequentemente, consome mais combustível. “Sem falar dos problemas motores que podem levar o consumidor a gastar ainda mais na oficina”, lembra Góes.

Durante o abastecimento, é importante prestar atenção à marcação da bomba.”É comum o consumidor ficar atento ao pagamento (como preenchimento do cheque) e não prestar atenção na bomba. A recomendação é conferir desde o momento que o frentista inicia o abastecimento até o término. Os indicadores (tanto do volume quanto do valor a pagar) devem sair sempre do ponto ‘zero'”, diz Antonio Roberto Albernaz, diretor adjunto de metrologia legal e fiscalização do Ipem-SP.Há um teste para verificar se a quantidade de combustível mostrada no visor da bomba é a mesma que está sendo colocada no tanque do veículo. À vista do consumidor, são retirados 20 litros da bomba e depositados em um galão graduado. Os valores têm de ser iguais – com margem de erro de 0,5%.

Na dúvida, relate o caso para a ouvidoria do Ipem-SP (0800-0130522), órgão que fiscaliza a quantidade.Existe também um teste para verificar a quantidade de álcool na gasolina –que deve ficar entre 24% e 26% do volume total.Todos postos são obrigados a manter equipamento para verificação: o recipiente graduado e a bureta graduada que indica o nível de álcool da n gasolina. Se o posto se negar a fazê-lo, o consumidor deve denuncia-lo à ANP (0800-900-267), responsável por fiscalizar o combustível.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.