Tentativa de fraude na internet cresce 91%

Marcelo Moreira

17 de abril de 2009 | 23h24

PAULO DARCIE – JORNAL DA TARDE

O número de tentativas de ataques virtuais a computadores por vírus, e-mails falsos e outros membros do grupo dos chamados códigos maliciosos disparou nos três primeiros meses do ano: foram retratadas ao Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (Cert Br) 218.074 ameaças virtuais, número 90,89% maior do que o registrado no quarto trimestre de 2008.

A gerente do Cert, Cristine Hoepers, atribui a escalada à popularização da internet e à maior importância que seu uso tem ganhado na vida dos usuários no Brasil. Isso traz, além dos usuários normais, os interessados em obter vantagens. “Com mais gente na rede, temos também mais administradores conscientes da importância de notificar incidentes.”

Um relatório anual sobre o ano de 2008, divulgado recentemente pela Symantec, fabricante do antivírus Norton, tem conclusões semelhantes, e ressalta que o acesso à banda larga, via mais fácil para ataques do que a internet discada, aumentou 27% no ano passado.

É difícil saber, no entanto, quantas das tentativas reportadas causaram algum dano ao computador. As principais ameaças que vêm pela internet, diz Cristine, são justamente as que tentam enganar o usuário para roubar dados importantes, como logins e senhas de banco.

“São utilizadas técnicas de engenharia social. O ataque tenta levar a pessoa a acreditar em algum fato e a seguir é oferecido um link para uma página falsa ou instalar um código malicioso”, diz ela.

O gerente de marketing da Symantec, Paulo Prado, lembra que além de criar páginas e mensagens falsas para atrair o internauta, os criminosos virtuais investem cada vez mais em corromper sites legítimos. “O usuário está em um site que sempre achou confiável e seguro, mas o código está hospedado nele”, diz.

Atenção na rede

A navegação segura, no entanto, depende tanto da proteção do computador, com antivírus e firewalls, quanto da postura do internauta. “Não dá para por a culpa toda no usuário, mas a conduta arriscada compromete”, afirma Prado. Dentre medidas essenciais, ele cita a atualização constante do antivírus.

“A internet deve ser encarada com o mesmo cuidado de qualquer atividade fora dela”, sugere Cristine. O básico é não acessar links de origem desconhecida, ter atenção ao abrir arquivos recebidos por e-mail, mesmo que venham de amigos; e não abrir programas de origem duvidosa.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.