Telemarketing: falta interesse e confiança no cadastro

O reduzido número de pessoas que se interessou pelo cadastro anti-marketing deve-se a dois motivos. Primeiro: a publicidade invasiva em questão não está entre as lesões mais graves que tortura o consumidor. Segundo: este não confia, para valer, na fiscalização do Procon quanto ao desrespeito ao cadastro

Marcelo Moreira

31 de agosto de 2010 | 13h00

Josué Rios – Colunista do Jornal da Tarde

O reduzido número de pessoas que se interessou pelo cadastro anti-marketing (menos de 1% das linhas telefônicas do estado) deve-se a dois motivos. Primeiro: a publicidade invasiva em questão não está entre as lesões mais graves que tortura o consumidor. Segundo: este não confia, para valer, na fiscalização do Procon quanto ao desrespeito ao cadastro.

E ele tem razão. O próprio órgão admite que quase 5 mil pessoas cadastradas voltaram a receber as ligações invasivas, cujo cadastro prometeu evitar. Como se sente o consumidor nesse caso? Um trouxa, por certo. E pior: a reportagem mostra que, nos últimos seis meses, enquanto o interesse pelo cadastro cresceu 14,84%, as queixas aumentaram 136, 24%.

Pergunta: a que número de reclamações poderemos chegar nos próximos semestres, caso as multas do Procon não inibam a impunidade, como tem ocorrido em outros casos de desrespeito ao consumidor? O tempo dirá.

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